O QUE REALMENTE IMPORTA?

                 


                  ISSO IMPORTA

                (CRIATIVIDADE)
A alma respira! Podemos sentir aquilo que é sutil em nossas vidas. Quando estamos presentes, isto é, quando a consciência escolhe a sua realidade, coisas maravilhosas estão disponíveis como possibilidades. Compreender essas possibilidades torna a vida mais leve e serena. Diante de infinitas possibilidades, o que realmente importa? Quais escolhas são essenciais e quais podem e devem ser descartadas? Como funciona essa dinâmica? Interessante, muito interessante é perceber que vivenciamos sempre uma dualidade. Quando estamos escolhendo aquilo que é bom, imediatamente criamos a realidade daquilo que é ruim. O bom cria a realidade do ruim e o ruim cria a realidade daquilo que é bom. Essa dualidade deve ser superada, mas como? Talvez, a identificação seja a resposta. Quando escolhemos o bom, podemos nos identificar com ele e trazer essa realidade para o momento atual. Quando isso ocorre, temos a realidade do ruim como uma referência imediata, pois bom e ruim fazem parte de uma totalidade. Transcender e incluir. Essa dinâmica da evolução deve ser compreendida, pois ela está presente em todas as esferas da vida – de uma simples partícula elementar até a mais complexa estrutura do universo. Transcender e incluir – sempre.

Todos nós precisamos de um tempo para manutenção. Essa etapa é o período de incubação necessário para a criatividade surgir forte e presente. As possibilidades aumentam em potencial e a mágica do ah-ha surge inesperadamente e repentinamente.

O novo surge, podendo ser um novo comportamento; podendo ser uma obra de arte; podendo ser… uma nova realidade. Isso importa. Isso é importante! Criar o novo. Ser bom para fazer o bem, seja onde estivermos. A vida a nossa frente é o que importa. Então porque criarmos identificações com algo que seja impermanente e passageiro? Talvez porque seja essa a dinâmica da própria vida. Obter conhecimento e aprendizado. Somos criativos para conhecer e aprender. A cada momento podemos acessar uma vibração, uma parcela da verdade; podemos acessar uma parcela da beleza; do amor; da abundância; da justiça. Diante do conhecimento adquirido vamos transcendendo e incluindo, mas até quando? Quando atingirmos aquilo que ainda imaginamos ser a totalidade, onde há apenas unidade e não mais a dualidade, então poderemos obter a identificação plena com a essência divina da qual todos nós fomos criados. São etapas lentas e contínuas intercambiadas por momentos rápidos e descontínuos. Assim é a vida! Evolução lenta e gradativa que obedece as leis biológicas da necessidade e propósito onde a forma vem evoluindo do simples para o complexo alternadas com momentos de evolução rápida e descontínua que obedece as leis quânticas do movimento da consciência.

Consciência e matéria. Qual a relação entre ambas? Codependência…A consciência é plena e é a base de tudo. A matéria e sua correlata energia são possibilidades… são ondas de possibilidades. O “estofo” do cosmos não tem fixedez. A intimidade da matéria fixa e estável revela-se de maneira esquiva. Somos consciências habitando um corpo estruturado com funções biológicas diversas para cumprir uma certa finalidade. Quero acreditar nisso. Não imagino que sejamos frutos do acaso e da necessidade. A complexidade da forma que obtemos deve obedecer algum propósito que ainda foge a compreensão do cérebro humano. Constata-se que com o aumento da complexidade da forma há um aumento correlato da complexidade de expressão da consciência. Hoje, diante de tamanha evolução da ciência materialista, compreendemos que a matéria e seus microconstituintes obedecem a uma dualidade: são ondas e partículas. Quando a consciência manifesta-se a sua intenção ela colapsa todas as possibilidades de ondas superponíveis em uma realidade de partícula e “fixa” aquela possibilidade em alguma coisa que pode ser compartilhada, que pode ser aprendida, que pode ser conhecida, que pode, finalmente, ser memorizada e ingressar no arsenal de conquistas da consciência em evolução.

Perguntas como Por que há a evolução? Por que temos que evoluir? Chega indubitavelmente na resposta de que há uma unidade que coordena tudo e todos. Essa unidade está fora da esfera espaço/tempo da manifestação das partículas. Ela faz parte de uma outra realidade unitiva onde todos estão conectados e que agora estamos começando a acessar tal unidade fora do espaço/tempo. A morte física revela que nada se finda com a perda das funções biológicas, pois ainda haverá a realidade da qual todos nós fazemos parte: a realidade de uma dimensão que exerce um poder causal nessa dimensão onde a matéria é fixa. Passaremos um ciclo entre ir e vir por essas dimensões, por assim dizer, até que o propósito da evolução da consciência tenha sido satisfeita. Estamos vivendo uma transição onde a matéria foi considerada como sendo a base de tudo e que os aspectos sutis da consciência como o pensamento e o sentimento foram considerados subprodutos das interações dos movimentos de partículas. Não, não é dessa forma! É tão claro que para ver com os olhos da mente necessita de um certo “despertar”. Visualizar a realidade que todas essas partículas elementares apontam, isto é, para muito além delas mesmas. Criamos uma realidade que existe, pois temos um cérebro que nos permite criar a realidade. Nessas idas e vindas entre duas dimensões podemos ter experienciado situações satisfatórias e outras nem tanto. Estamos em aprendizado. Agora que estamos tentando valorizar o sutil em nossas vidas. Antes era tudo matéria e não haveria necessidade de eu ser bom ou ruim, pois tudo se finalizava com a morte física… do corpo físico… das funções biológicas… das quase 70 trilhões de células que nosso corpo possui. Agora percebemos que a alma respira… a alma vive!!! Vivamos, então, intensamente o momento presente. Isso realmente importa!!!

Abraços fraternos

Dr Milton Moura

FÍSICA QUÂNTICA, MEMÓRIAS E PERCEPÇÕES


FÍSICA QUÂNTICAMEMÓRIAS E PERCEPÇÕES

PROCESSAMENTO INCONSCIENTE

“Todo homem é uma criatura da época em que vive, e muito poucos são capazes de se colocar acima das idéias dos tempos.”

Voltaire

Vamos buscar um entendimento sobre o paradoxo existente entre percepção e memória. Hoje em dia, baseado em novos parâmetros de observação pelo laboratórios de neurociências, podemos compreender como “construímos” nossas memórias. A memória é necessária para a percepção de um objeto. Quando entramos em contato com qualquer objeto de nossa experiência, recrutamos uma série de informações dos padrões neurais existentes, até então, para perceber (percepção) o mesmo, identificando todas as características inerentes ao objeto. Podemos afirmar, então, que a percepção depende da memória. Pois bem, a percepção também é necessária para a “construção” da memória, caso contrário não teríamos lembranças dos objetos percebidos. Como resolver esse paradoxo. Perceberam? Percepção exige memória e memória exige percepção. Temos um aparato de memória e um aparato de percepção. Qual a relação causal entre eles? Qualquer circularidade observada dentro da ciência é considerada um paradoxo. A ciência materialista (interações materiais) admite a hierarquia simples como paradigma de estudo, orientando as pesquisas baseadas nesse critério de causalidade. A causalidade obedece um processo de causa e efeito onde um “poderoso chefão” é identificado (ou pelo menos há uma tentativa para tal). É assim que são as explicações causais dentro das interações materiais, isto é, partículas elementares formam átomos que formam moléculas, moléculas se reunem formando células, células se reunem formando órgãos (cérebro) que de suas atividades de interação por processos físicos e químicos produzem a consciência. É a famosa causação ascendente. Como a interação material pode causar algo que é sutil: a consciência, ou até mesmo os sentimentos e pensamentos. Como processos físicos e químicos dentro da biologia celular neural pode causar ou fazer emergir a consciência. Quem disse que tem que ser dessa forma?
Bom, além do campo filosófico que envolve tais considerações a ciência quântica pode contribuir para a solução desse paradoxo. Se admitirmos que é a consciência a base de tudo e não a matéria com suas interações materias, o paradoxo se desfaz. Como? É o sutil que causa o grosseiro. É o sutil quem coordena a forma. É o sutil, através dos campos de influência que organizam e se comunicam com a matéria e mantém a entropia dentro da ordem (entropia entendida aqui como a tendência de qualquer sistema em caminhar para a desordem). É o sutil, por intermédio da consciência (que também podemos chamar de espírito, alma, dependendo da religião em questão) quem escolhe as possibilidades da matéria e mantém a ordem do sistema. Estamos realmente invertendo, de forma radical, a causalidade. Ela é chamada pela nova ciência, ou ciência alternativa, de causação descendente. O sentido não é apenas da terra para o céu, mas também do céu para a terra. Feito essas considerações filosóficas científicas, vamos aprofundar o raciocínio dentro da compreensão do que vem a ser as memórias sob o conceito do novo inconsciente com seu processamento inconsciente. Lembrando que processamento consciente e processamento inconsciente estão dentro da consciência – base de tudo – essência do ser – o “eu” de cada experiência – o sujeito que testemunha tudo em qualquer observação. Podemos também nos referir a esses processamentos como mente consciente e mente inconsciente. A neurociência cognitiva, atualmente, estuda justamente a mente-cérebro-comportamento. Cabe ressaltar que há muitas pesquisas atuais que buscam entender como essas “foças subterrâneas” coordenam e controlam a mente consciente.
Vamos analisar a matéria da consciência. O cérebro possui áreas responsáveis pela memória. Houve uma época em que a ciência procurava a localização da memória no cérebro. Houve época onde a ciência ignorava os aspectos mentais e dedicava-se exclusivamente ao estudo do comportamento (Behaviorismo). A metodologia científica apresenta falhas por ser realizada por seres humanos também falhos, mas ainda é um instrumento poderoso de investigação. Hoje observa-se que a ciência é a distribuidora oficial de verdades. Isso mesmo! A mesma posição assumida pela Igreja em épocas passadas. A igreja já foi a distribuidora oficial de verdades. Se você questionasse seus dogmas com outras idéias o destino era a fogueira! Atualmente, a ciência não queima ninguém de forma literal, mas queima a credibilidade do investigador e o coloca em um ostracismo apenas por querer estudar esses aspectos sutis do ser humano, que por natureza, são repletos de viéses. Mas podemos utilizar da própria metodologia científica para estudar os aspectos sutis com algumas adequações. Pessoas sérias são desacreditadas. Bom seria se houvesse uma integração entre ciência e espiritualidade e essa é a proposta do novo paradigma proposto pela física quântica. Integração entre ciência e espiritualidade. Explicar como aspectos transcendentes do ser humano podem e influenciam a matéria de que ele é formado. Esse entendimento passa pelo conhecimento e experimentos bem realizados, seguindo os padrões da metodologia científica, pela física quântica de onde emergiu os princípios quânticos que explicam a comunicação além da velocidade da luz (não localidade), que explica a causalidade além dos fatores envolvidos no sistema (hierarquia entrelaçada) e explica a descontinuidade e os saltos característicos do mundo quântico. Todos esses princípios são assinaturas da causação descendente e explica como a tendência natural a desordem (entropia) é revertida em ordem.
Mente e cérebro indubitavelmente tem uma correspondência de interligação codependentes. A mente é capaz de moldar o cérebro. O que você pensa é representado no cérebro com a formação de redes neurais e explosão de vários neurotransmissores, que são rapidamente reabsorvidos e duram cerca de frações de segundos na fenda sináptica. É a linha de pesquisa atual dos behevioristas que usam o termo biocomportamental oriundo da integração da neurobiologia e as novas descobertas da neurociência explicando o comportamento, reforçando o movimento das moléculas produzidas e que determinariam esse comportamento. Há controvérsias! Da mesma forma, modificações que ocorrem no cérebro são capazes de modificar a mente, permitindo uma modelagem da mesma. Como é feita essa representação no cérebro? A resposta está nos padrões das redes neurais e nas moléculas envolvidas no processo. A bioquímica e física envolvida nesses processos é de entendimento complexo, mas a cada dia uma nova luz é lançada e a compreensão torna-se cada vez melhor a cerca do processo de construção da memória. Pensemos um pouco em como é sintetizada a proteína envolvida na transmissão do impulso nervoso denominada neurotransmissor. Quando falamos em neurotransmissores (Serotonina, Dopamina, GABA e etc) estamos mencionando as proteínas envolvidas na fenda sináptica que são responsáveis pelas conexões entre os neurônios e, consequentemente, pela transmissão e propagação da informação pela rede nervosa, estabelecendo uma comunicação entre as células nervosas e destas com outras células (muscular por exemplo) determinando a contração muscular e como consequência o comportamento. Um pequeno parenteses. Hoje há várias pesquisas sérias levantando a hipótese de poder existir um outro tipo de comunicação energética pelo corpo através do sistema conectivo ou tecido conjuntivo. Esse tecido é responsável pela conexão entre células e órgãos de diversos sistemas do corpo humano. Essa característica é observada no tecido conjuntivo pelo fato dele preencher espaços entre as células e tecidos, bem como órgãos. Fecha parenteses. O novo inconsciente passa pela compreensão desses padrões neurais que representam as informações que caracterizam as experiências do ser humano. A teoria cognitiva e o novo inconsciente resgatam o estudo da mente e seus circuitos cerebrais que a representam. O que se passa na mente molda o cérebro e o que se passa no cérebro molda a mente.
Intuição, pensamento e sentimento são considerados objetos quânticos pelos princípios bem documentados da física quântica. Por serem objetos quânticos, não há como determinar posição e velocidade simultaneamente. Se você se concentrar no conteúdo do pensamento você perde informação sobre o direcionamento do pensamento e vice-versa. Não há como determinar simultaneamente ambos. Faça a experiência!! Pensamento, assim como um elétron, é uma onda de possibilidade. Tem o potencial de tornar-se realidade. Para que ocorra o colapso de onda da matéria do pensamento há necessidade do cérebro. O pensamento é representado no cérebro através dos padrões e circuitos neurais e também dos neurotransmissores. Para não violar a lei de conservação de energia, a consciência escolhe simultaneamente os padrões neurais do cérebro com suas moléculas e surge a representação do pensamento com seu significado. É assim que construímos nosso sistema de crenças. Simples e complexo assim! Uma assinatura da causação descendente da consciência é a hierarquia entrelaçada onde algo fora do sistema é o verdadeiro poder causal escolhendo entre duas ou mais opções correlacionadas. Mente e cérebro estão correlacionados. A consciência contém ambos. Como a consciência escolhe o processamento inconsciente e o consciente não há violação da lei de conservação de energia. O mesmo raciocínio pode ser estendido para os sentimentos. Nesse caso, podemos entender as moléculas da emoção: receptores opióides e neuropeptídeos. Entender as pesquisas de Damásio, segundo a contribuição da física quântica, traz uma nova luz na regulação da vida. Uma enorme quantidade de informações inconscientes são organizados por campos sutis – campo morfogenético – presente em um outro campo superior – corpo vital – o movimento da energia vital dentro do corpo vital é o sentimento.
Campos dentre de campos. Assim é o comportamento da evolução. Aumento da complexidade da forma observada na evolução obedece a esse princípio: campo dentro de campo. Átomos dentro de moléculas. Moléculas dentro de células. Células dentro de órgãos. Órgãos dentro de organismos. Campos dentro de campos. A energia envolvida no processo abedece a um “evelopamento” diferente porém ao mesmo princípio de campo dentro de campo. A energia densa dos átomos são “envelopados” dentro das moléculas e emerge uma nova energia que sustenta a forma da molécula e agora mais sutil quando comparada a energia densa do átomos. A medida que a forma se torna cada vez mais complexa, a energia se torna cada vez mais sutil. Basta isso no momento, para compreender a dinâmica da evolução. A essência presente em todos nós evolui e ainda vou mais adiante, essa essência tem novas oportunidades de experimentação (reencarnação) para que a individualidade do ego eduque suas potencialidades e nesse processo de educação alcance mais sutilezas energéticas capazes de serem representadas no cérebro durante o período que aqui vivemos. Essa seria a teoria da consciência egoísta! (hehe) Uma crítica sutil ao gene egoísta de Dawkins. Só que é um “egoísmo altruísta”, isto é, tem um propósito! A consciência deve buscar representar cada vez mais aspectos de ondas de possibilidade de alta teor vibratório (alta frequência e alta amplitude) para que energias cada vez mais sutis possam ser expressas no comportamento. Quem sabe o amor incondicional entre as pessoas não esteja nessa categoria (alto teor vibratório) e estajamos engatinhando para representá-lo em nosso comportamento. Sei que isso pode parecer tudo muito complexo e de difícil entendimento em um primeiro momento, mas aos poucos e com empenho e vontade vamos vencendo dificuldades teóricas e técnicas e realizando experimentos cada vez mais esclarecedores para que a reencarnação seja um dia reconhecida como uma lei biológica. E o mais importante, saber utilizar esse conhecimento para que o comportamento reflita tal entendimento.
Estamos construindo memórias! Para compreendermos a construção dessas memórias precisamos entender a especialização que há em nossos hemisférios cerebrais – esquerdo e direito – e a importância dessa especialização na divisão de tarefas e como o processamento inconsciente atua utilizando-se de ambos simultaneamente. Vale ressaltar que várias pesquisas dentro da neurociência considera que talvez a lateralização tenha sido um dos elementos cruciais na expansão das faculdades mentais que nos tornam humanos. No entanto, um efeito colateral dessa configuração pode ter sido a complexificação das relações entre processamento consciente e inconsciente, por meio da evolução de um módulo, o INTÉRPRETE, cuja missão é unificar nossa experiência subjetiva construindo um roteiro explicativo internamente coerente. A conquista atual do cérebro, construído pela evolução criativa da consciência através dos séculos e séculos, mostra que ele é composto por uma coleção de módulos especializados que foram conquistados resolvendo-se vários problemas complexos que apareceram durante essa evolução. Esse “intérprete” – hemisfério esquerdo – busca explicações sobre as razões pelas quais os eventos ocorrem. Nesse processo, preenchem lacunas construindo narrativas fictícias ao reprimir informações, racionalizar e distorcer os fatos para reduzir a dissonância. Assim, o intérprete produz os mecanismos de autoengano e representações equivocadas da realidade, isto é, cria a sua realidade equivocada. Por essa razão, insisto que há necessidade de um “mergulho” nas memórias implícitas, pois as mesmas podem ter sido construídas com autoenganos e terem sido editadas de maneira a satisfazer a realidade criada ou cocriada. A meditação também se torna uma ferramenta poderosa para compreender os temas que alimentam os significados.

Campos morfogenéticos

A regulação da vida é praticamente entregue ao processamento inconsciente, que reflete uma “inteligência” por detrás desses fenômenos do inconsciente. Não podemos insistir no equívoco de reduzir tudo às moléculas como se elas soubessem tudo sobre as circunstâncias da vida. Do meu ciúme, das alegrias, da felicidade, da raiva, do ódio, do rancor e etc. Elas representam os aspectos internos da consciência, considerados sutis. Esses aspectos estão em uma campo de organização e influência também sutis – campos morfogenéticos – que sobrevivem após a cessação do corpo físico. Essa ciência alternativa, por assim dizer, está longe de ser aceita pelos establishment da ciência convencional materialista, mas caminha a passos largos para se estabelecer como um novo paradigma capaz de explicar e possibilitar a modificação e transformação da alma humana (consciência). Caso contrário, observaremos a separação e o dualismo naturalista envolvido nas explicações “milagrosas” da ciência materialista buscando incansavelmente o sutil como resultado das interações e movimentos das moléculas e distanciando cada vez mais a ciência e o ser humano da sua natureza espiritual. As pesquisas científicas são muito importantes, quero deixar isso bem claro. Porém há uma supervalorização do hemisfério cerebral esquerdo e falta uma integração. Onde está localizada a memória? No hipocampo? No córtex parietal inferior? O que há lá de especial capaz de armazenar uma informação por um curto período ou um período maior de tempo? Neurônios? Neurotransmissores? Células da memória? Qual o substrato biológico material envolvido no processo de memória? A teoria do novo inconsciente vem fornecendo uma nova abordagem desses aspectos, apesar de estar longe da compreensão da consciência. Mas já é um início. Como construímos nossos padrões de escolhas? Como construímos nossas memórias que acabam influenciando na forma como percebemos o mundo e até mesmo na forma como adquirimos o conhecimento das coisas? A verdade é que construímos nossas crenças em uma interação dinâmica com o ambiente (que fornecem os estímulos) e, somente depois, realizamos o fortalecimento delas. O Intérprete do hemisfério esquerdo cria as histórias coerentes para manter essas crenças. Temos memórias. Temos percepções. Temos processamento consciente. Temos processamento inconsciente. Temos a vida a disposição! Acreditar na imortalidade da alma talvez seja mais uma crença dentro do sistema de crenças existente. Porém, ela é capaz de causar modificações profundas no comportamento e a transformação necessária para que os valores sejam novamente respeitados nesse Planeta.

Abraços fraternos

Dr Milton Moura

Você é coerente?


          O CÉREBRO E O CORAÇÃO            COERÊNCIA CARDÍACA

Retornemos ao assunto da coerência cardíaca. Esse conceito é muito importante e necessário para o estágio atual da evolução. Precisamos valorizar esse estado de coerência. Boa notícia: O estado de coerência cardíaca pode ser treinado. Exatamente isso! Podemos desenvolver técnicas simples que nos aproximam cada vez mais do estado de coerência. Por que precisamos ser coerentes? Qual a sua importância no dia a dia de cada um de nós? O Instituto de Pesquisa HeartMath (HearthMath Research Center) nos EUA foi o pioneiro na pesquisa da coerência com vários experimentos esclarecedores na área das emoções. A cada batimento cardíaco há uma codificação emocional embutida percebida pelos espectrometros dos pesquisadores. A atividade elétrica do coração produz um campo magnético poderoso cerca de 5000 (cinco mil) vezes maior que o campo magnético produzido pelos 100 bilhões de neurônios cerebrais. No campo magnético do coração estão codificados as emoções que são percebidas pelo sistema límbico cerebral que, por sua vez, aciona as moléculas necessárias (neuropeptideos) para representar o sentimento em forma de emoção visível.

Cada batimento codifica uma emoção. Aqui já começamos a vislumbrar a importância da coerência cardíaca. O coração bate cerca de 100 mil vez em 24 horas. A origem espontânea dos batimentos ainda continua um mistério para a ciência. Há várias hipóteses que acreditam em células especializadas dentro de uma cavidade do coração denominada átrio que é capaz de gerar os próprios batimentos através de uma série de eventos de movimentos de íons que culmina na formação de um potencial elétrico também capaz de excitar o músculo cardíaco e produzir o seu funcionamento. O coração é muito mais que uma simples bomba de sangue. O funcionamento do coração gera um campo de influência magnética que já pode ser detectada através de aparelhos específicos capazes de detectar a presença desse campo magnético, da mesma forma que um simples aparelho de eletrocardiograma é capaz de detectar a presença das ondas elétricas produzidas pelas células e detectadas na superfície da pele do tórax.
Temos que realçar também a importância das conexões das redes neurais presente no cérebro humano. O cérebro possui cerda de 100 bilhões de neurônios. Cada neurônio é capaz de realizar 5000 (cinco mil) ligações. O número de conexões é cerca de 10 elevado a milionésima potência. É o número 1 seguido de 1 milhão de zeros. Um número bem maior que o número de estrelas do Universo. O funcionamento cerebral também gera a formação de ondas eletromagnéticas percebidas pelo aparelho de eletroencefalograma, traduzindo o funcionamento da atividade cerebral. O processamento inconsciente do cérebro é capaz de perceber as oscilações e variações dos batimentos cardíacos gerando um controle alostático e mantendo um funcionamento dinâmico da variabilidade cardíaca através do sistema nervoso autônomo simpático e parassimpático. Há uma comunicação entre cérebro e coração e também entre coração e cérebro. Pensar e sentir. Sentir e pensar. Pensamentos e sentimentos envolvem todas as experiências humanas. Temos um aparato de percepção e memória no cérebro cuja consciência utiliza-se para expressar-se. Cada percepção e cada memória estão codificadas por uma emoção que está codificada em cada batimento cardíaco.
Unir de forma coerente o que pensamos e o que sentimentos é o desafio atual da nossa evolução. O comportamento deve expressar o pensar e o sentir. Quando o comportamento não reflete o que pensamos ou o que sentimos estamos sendo incoerentes. Como compreender melhor esse estado de coerência?

Veja o video abaixo sobre essa comunicação entre cérebro/coração e coração/cérebro. 

Abraços fraternos

Dr Milton Moura

Stress ou Criatividade? O que você escolhe?

 

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Vivemos sob o estado mental do STRESS ou sob o estado mental da CRIATIVIDADE.
Qual o seu estado mental?
Sob stress, viver sob a influência dos hormonios do Stress, há apenas 3 preocupações: tempo, corpo e ambiente. Não há espaço para a criatividade. Não há espaço para o crescimento pessoal.
O crescimento pessoal exige outro estado mental com outras emoções envolvidas e, com certeza, passa longe do stress.
Venha participar do WORKSHOP CRIATIVIDADE QUÂNTICA – mudando de dentro para fora e permitir encontrar o estado mental de criação, com novas e elevadas emoções.

DATA 27/08

LOCAL Humani – espaço integrado Goiania

HORÁRIO: 8 as 18H

INSCRIÇÕES : WhatsApss 62-981398000

Venha superar o stress e tornar-se maior que o ambiente, corpo e tempo.

Abraços fraternos

Dr Milton Moura

 

Mente – Cérebro em ação. 


Ao longo dos últimos anos a ciência se abriu para examinar a natureza da vida. Podemos afirmar sem ressalvas que a “mente”, embora não seja visível, é, inequivocamente, “real”. A medicina já tem se aventurado a inserir em seus programas curriculares noções de empatia e redução do stress em estudantes de medicina e enfatizado a importância de ver o paciente como pessoa. Pode-se ir mais além, mas já é, sem dúvida, um início. Desenvolver um currículo mais abrangente e focado no “interior” poderia ser uma avanço para áreas como psiquiatria, pediatria e a própria psicologia dentro da medicina. Precisamos perceber que todos nós temos um “oceano” interno com intuições, pensamentos, sentimentos, memória, apego, narrativas e etc. Esse oceano interno com todos esses aspectos formam o que chamamos de “mente”. Mas o que é realmente a mente? Será que poderíamos dar uma definição para que as várias áreas do saber pudessem dialogar de maneira objetiva sobre o termo “mente”? É estranho perceber como a visão que cada uma dessas áreas do saber possuem sobre a mente é por demais divergente. Cada disciplina tem sua própria maneira de ver a realidade da mente. Se reunirmos linguistas, engenheiros da computação, geneticistas, matemáticos, neurocientistas, sociólogos, psicólogos do desenvolvimento e experimentais, perceberemos que cada qual enxerga e compreende a natureza do cérebro com sendo de alguma forma relacionada com a natureza subjetiva da mente. 

Concorda-se facilmente que o cérebro é composto por um conjunto de neurônios protegidos pelo crânio e interconectados com o resto do corpo, porém não há uma visão compartilhada da mente e nenhum vocabulário para discuti-la. Um engenheiro da computação se refere a mente como “um sistema operacional”. Um neurobiólogo diz que ” a mente é apenas a atividade cerebral”. Um antropólogo fala sobre “um processo social compartilhado que atravessa gerações”. Um psicólogo diz que a “mente são nossos pensamentos e sentimentos”. E assim por diante. Essa divergência não ajuda em um entendimento integral podendo levar a desentendimentos entre as diversas disciplinas e corre-se o risco de não haver avanço. Como poderíamos definir a mente de maneira funcional que estabelecesse um ponto de partida para futuros diálogos? Eis a proposta: “A mente humana é um processo relacional e incorporado que regula o fluxo de energia e informações”. É isso! Essa definição é compatível com as abordagens de todas as disciplinas. A mente é real e ignorá-la não a faz desaparecer. Definir a mente possibilita compartilhar uma linguagem comum sobre a natureza interna de nossas vidas e possibilita para os profissionais da psicoterapia, medicina e educação acesso a essa linguagem comum. Vamos aprofundar em cada aspecto dessa definição.

 

A mente envolve um fluxo de energia e informações. Energia é a capacidade de realizar uma ação – seja ela mexer os membros ou pensar. Energia pode ser compreendida de diversas formas, mas essa “capacidade essencial de fazer algo” permanece a mesma. Utilizamos “energia” neurológica quando pensamos, falamos, ouvimos e lemos. A informação é tudo que simboliza algo diferente de si mesmo. As palavras que você lê ou ouve são ‘pacotes’ de informação. Os rabiscos na página não são os significados das palavras, e as que você ouve são apenas ondas de som movendo moléculas de ar em determinada frequência. O significado está na mente. Energia e informação andam de mãos dadas no movimento de nossas mentes. Somos capazes de fazer representações no físico para transmitir essa noção de informação. Nossa capacidade de “representar” uma reação emocional para nós mesmos, de dar-lhe um nome e um significado. Não somos máquinas! Máquinas não processam significados. Interação material não processa significado e coisas do tipo. Saber que nossas mentes regulam o fluxo tanto de energia quanto de informação nos capacita a sentir a realidade dessas duas formas de experiência mental e, depois, a agir sobre elas em ver de nos perdermos nelas. A mente, a todo instante, cria novos padrões de fluxo de energia e informação, os quais continuamos a monitorar e a modificar. Esse processo é a essência de nossa experiência de vida subjetiva.

 

A mente também é um processo regulatório. Pensemos no ato de dirigir. Se você tem as mãos no volante, mas os olhos estão fechados (ou focado em uma mensagem de texto), você pode fazer o carro se movimentar, mas não está dirigindo-o – uma vez que dirigir significa regular o movimento do veículo, ou seu fluxo, pelo tempo. Se você tem os olhos abertos, mas está sentado no banco de trás, pode monitorar o movimento dele (e fazer comentários, como alguém que conheço), mas não poderá movê-lo de fato. O que está sendo monitorado e depois modificado pela mente? Trata-se do fluxo de energia e informação. A mente “observa” o fluxo de energia e informação e depois molda as características, os padrões e direção dele. Cada um de nós possui uma mente única: intuições, pensamentos, sentimentos, percepções, memórias, crenças e atitudes singulares, em um conjunto regulatório de padrões também únicos. Podemos aprender a moldar esses padrões, a alterar nossa mente e como consequência o cérebro, ao ver, em primeiro lugar, a mente com clareza.

 

A mente é incorporada. Isso significa que o fluxo de energia e informação acontece, em parte, no corpo. A relação entre mente e cérebro torna-se óbvia. Porém não podemos passar uma navalha no pescoço e separar o cérebro do restante do corpo. Temos cérebros no coração, no intestino e etc. Finalmente, a mente é um processo relacional. A energia e a informação fluem entre as pessoas e são monitoradas e modificadas nessa troca compartilhada. Isso acontece agora mesmo entre você e eu, através da minha escrita e da sua leitura. Esses pacotes de energia saem da minha mente e agora entram na sua. Se estivéssemos juntos em uma sala esses “sinais” poderiam ser trocados de outra forma seja no domínio verbal ou não verbal. Os relacionamentos são a forma como compartilhamos o fluxo de energia e informação, e é esse compartilhamento que molda, em parte, com o fluxo que é regulado. Nossa mente é criada dentro de relacionamentos, incluindo o relacionamento conosco mesmos. Podemos perceber e sentir os outros. Temos a capacidade de ressonância por possuir circuitos cerebrais que realizam essa função. “Sentir sentidos” e sentir os outros é a base para realizarmos um aprofundamento sobre nossa própria mente. Muitos dos distúrbios atuais advém dessa incapacidade de se sentir sentido ou de sentir os outros. Depressão, bipolaridade, transtornos diversos do humor, explosões emocionais e até mesmo transtornos biológicos podem ser abordados sob uma visão de mente cuja definição aqui explicamos. Ver a mente como epifenômeno não ajuda muito. Dar a mente o valor que lhe é de direito permite um inicio de quebra de paradigma da separação. Temos a ressonância mutua dos relacionamentos e os princípios quânticos que sustentam a prática. É isso!

 

A mente é um processo que regula o fluxo de energia e informação. Sob essa perspectiva cria-se uma oportunidade para explorarmos outras dimensões de nossa mente incorporada e relacional e o que significa ser humano. A física quântica permite essa expansão da consciência quando utilizamos seus princípios e passamos a pensar quanticamente. Estamos diante de uma oportunidade única para mudar paradigma. Que possamos neste momento, partirmos para a prática desses princípios e construirmos uma sociedade melhor. “Mentes que se relacionam e regulam o fluxo de energia e informação”. De forma alguma estamos separados. Na verdade, há uma interconexão entre todos. A “substância” da “matéria” do grosseiro (externo) é a mesma da “matéria” sutil (interna), isto é, do oceano interno, ou melhor, da mente. Temos muito em que trabalhar. Em todas as áreas. Vamos adiante! É isso!

 

Abraços fraternos

 

Dr Milton Moura

 

Neurodesenvolvimento e Coerência Cardíaca

Temos um órgão nobre que pesa cerca de 1,5Kg e consistência que lembra uma gelatina amanteigada. Não pulsa como o coração. Não expande e contrai como o pulmão. Mas exerce a coordenação da função de todos eles e também do corpo humano como um todo.

São cerca de 100 bilhões de neurônios! Conexões a se perder de vista! Somente agora, através dos estudos dinâmicos do seu funcionamento vivo é que podemos entender e compreender melhor os milhares e milhares de circuitos que são gerados para representar todas as experiências que o ser humano desenvolve no seu dia a dia.

Se você está triste, esse sentimento é representado por centros cerebrais específicos.

Se você está observando uma determinada imagem, ela está sendo representada em outra região específica do cérebro.

Se você está calmo, esse estado é representando também pelo cérebro.

Se você tem que tomar uma decisão importante, essa decisão é possibilitada pela integridade do cérebro.

Assim, todas as experiências são representadas por esse nobre órgão.

Com esse conhecimento, podemos aprimorar nossas potencialidades. Podemos desenvolver e crescer para que novos circuitos sejam formados para representar algo novo que queremos em nossas vidas. 

Dessa maneira e por essa maneira, o estudo da coerência cardíaca torna-se importante. Podemos conhecer nossos estados cerebrais através da atenção plena e alinhar nossas ações com o que pensamos e com o que sentimos. (Tornar-se consciente dos processos inconscientes). 

Tornar nossa prática próxima do nosso discurso.

Sermos integrais, seja em qualquer situação que estejamos vivendo.

Sermos autênticos e coerentes.

Compreender como se forma o ciclo de pensamentos e sentimentos constituindo o nosso ESTADO DE SER. 

Aumentar o campo eletromagnético (torná-lo coerente) pela coerência do coração e cérebro.

Harmonia e fluxo.

Esse estado pode ser aprimorado. Porém é necessário um certo querer e uma certa vontade e também um certo despertar. Isso é pessoal e intransferível.

Desenvolvemos workshops com essa proposta: promover o neurodesenvolvimento com coerência cardíaca para possibilitar uma mudança interna e causar um efeito externo. 

Para isso utilizamos a habilidade e capacidade de nosso Lobo Frontal de pensar no que pensamos: METACOGNIÇÃO. 

Workshop em Goiânia no dia 27/08 das 8 as 18H. 

Informações pelo WhatsApp 62-981398000. 

Abraços fraternos
Dr Milton Moura.

Consciência e Neurociência

NEUROCIÊNCIA E A CONSCIÊNCIAContribuições da física quântica

        Primazia da consciência

 

 Não somos nosso cérebro, mas utilizamos esse órgão – extremamente sofisticado – para expressar e representar aspectos internos da consciência. Aqui valorizamos a consciência e ela tem podem causal. A neurociência tem avançado e permite hoje estudar o cérebro e seu funcionamento de forma dinâmica. Muito se tem progredido com vários estudos que utilizam a ressonância nuclear magnética funcional com o acender e apagar de neurônios no cérebro. Unir e compreender esses estudos científicos com o conhecimento transcendente da espiritualidade sob o paradigma fornecido pela física quântica – a consciência escolhe dentro das possibilidades da matéria – é o que tem nos motivado atualmente. Como podemos estudar e definir “consciência”? Tarefa árdua e quase impossível. É algo que é, simplesmente. Do ponto de vista prático e pragmático, há estudos que entendem e definem a consciência considerando ser apenas as características subjetivas do indivíduo. Porém queremos ir além e tentar entender a consciência de maneira ontológica, isto é, compreender a consciência como a “essência” última do ser. Tarefa difícil? Muito difícil haja vista o total predomínio do atual paradigma que entende e estuda a consciência como um epifenômeno das diversas “faíscas” da dinâmica de funcionamento dos neurônios. Diante disso, temos que caminhar e fornecer os ingredientes do novo paradigma, que nasceu no início do século XX, e vem modificando a forma como os cientístas compreendem a matéria. Mudar paradigma não é fácil, mas também não é impossível.

 

Etmologicamente, consciência significa “saber com”. Exatamente isso! A consciência é o que é. Não temos como definir algo que é indefinível. Utilizamos de instrumentos intuitivos para capturar a idéia de consciência. O que é importante nesse momento é que não a compreendemos apenas como sendo as características subjetivas que integram o ser humano e, sim, como a “essência” divina individualizada em uma personalidade em evolução. Forma-se então uma consciência imediata – que identfica-se com o cérebro – interage com as possibilidades infinitas do universo e cria a realidade. Nessa dinâmica, cria também o cérebro e todos os seus estados que representam as diversas características internas de cada personalidade em evolução. Essa consciência imediata identificada com o cérebro tem a propriedade de questionamento e busca do conhecimento e autoconhecimento. Diante disso, ela questiona a natureza e a mesma responde. A diversidade de respostas corresponde a diversidade de perguntas que realizamos. Os objetos da percepção são as respostas das perguntas que fazemos a Natureza. Nessa percepção e mensuração quântica no cérebro há uma separação aparente entre o sujeito que percebe e o objeto que é percebido. Pensamentos, sentimentos e qualquer outro estado cerebral (inclusive o próprio órgão cérebro) é considerado objeto de percepção. Como objetos que são constituem-se de matéria e a matéria segundo a física quântica são ondas de possibilidades. Essas ondas de possibilidades tornam-se reais com a observação e “atualização”. Essas possibilidades são “atualizadas” quando elas saem do mundo de Potentia indiferenciado, interconectado e tornam-se reais no espaço/tempo continuo da manifestação.

 

Cada idéia, cada pensamento, cada sentimento e cada emoção cria uma representação no cérebro através de um circuito neural. A consciência – compreendida do ponto de vista ontológico – escolhe as possibilidades do pensamento, do sentimento e qualquer outro estado e cria a realidade. O foco da sua atenção forma conexões. Criamos uma rede neural cerebral para representar a mente. A mente “molda” o cérebro! Essa é uma conclusão recente e só foi possível devido ao avanço de pesquisas e estudos realizados em diversos laboratórios de neurociência. Algumas constatações proporcionaram os primeiros vislumbres para chegarmos a conclusão de que a mente molda o cérebro. Uma pesquisa simples realizada com voluntários pode ser assim resumida: foi ensinado a sequência de uma música tocada ao piano (sequência simples). Esses voluntários treinaram durante algumas semanas ao piano e no final foi constatado o aumento da área cerebral responsável por esse aprendizado. Bom, isso já era esperado. O que não era esperado foi o resultado do treinamento de outros voluntários que tinham apenas que “imaginar” a sequência simples da melodia, sem no entanto terem que praticar diretamente ao piano. Ambos os grupos de voluntários foram analisados pela ressonância nuclear magnética funcional e a mesma área apresentou o aumento esperado. O cérebro não diferencia realidade de imaginação!!

 

A neurociência começa a compreender os circuitos cerebrais e tentam, sem êxito, compreender a consciência como epifenômeno de mecanismos biológicos que utilizam “engenhosidades” moleculares fantásticas. Essas “engenhosidades” ocorrem na intimidade da célula, longe da percepção consciente. Microtubulos e tubulinas (Hameroff e Penrose) são candidatos para explicar os fenômenos quânticos, dentro de um interacionismo inexistente – como pode interação de objetos (moléculas) produzir o sujeito da ação (consciência)? – Se queremos ser realmente cientistas e ficarmos livres de paradoxos graves não podemos estudar a consciência ou qualquer elemento sutil como sendo subproduto do funcionamento de máquinas moleculares. Antes disso, temos que estudar como a consciência consegue se expressar utilizando-se dessas possibilidades! Se queremos realmente compreender e entender um mundo transcendente que há após o término do corpo físico, temos que obrigatoriamente admitir que o sutil coordena e causa o manifesto (o físico). Caso contrário, estaremos dando murro em cabeça de prego e continuaremos indiferentes no processo de envolvimento pessoal de transformação. Continuaremos em uma postura de indiferença e separação. Essa separação não existe. Caso contrário, não há possibilidade de existir um mundo sutil. Temos muitos elementos que corroboram com a idéia da existência do mundo sutil, formado por uma matéria também sutil, que existe e permite que a consciência continue escolhendo dentre as possibilidades do sutil os seus corpos sutis (supramental, mental e vital), mesmo que ela não tenha mais a opção de escolha da matéria fixa, que é nosso corpo físico.

 

Pensamentos e sentimentos são objetos quânticos que utilizam das moléculas biológicas para existir no mundo dos fenômenos da manifestação fixa da matéria. Pensamento é matéria. Sentimento é matéria. Como tal, são ondas de possibilidades dentro das infinitas possibilidades de escolha que a consciência possui. Escolhas habituais e condicionadas. A consciência está em um processo evolutivo obedecendo a um impulso de “retorno” diante da maturação psicológica que todos nós seres humanos nos encontramos. A matéria fixa do corpo físico e toda sua biologia obedece a comandos sutis da mente (pensamentos e sentimentos), pois todos são feitos da mesma substância. Pensamento e neurotransmissor; sentimento e moléculas da emoção são codependentes. Um coordena do mundo sutil as ações no físico. Há uma sabedoria (processamento inconsciente) proveniente de um campo fundamental unificado de onde nascem as ondas do pensamentos e o movimento da energia vital do sentimento formando campos que atuam em campos que coordenam as ações no físico. Assim a medicina deverá estudar os desequilíbrios da alma que repercute no físico. Trazendo para a equação aquilo que foi negligenciado durante muitos anos em pesquisas científicas: o sutil. Pensar pode adoecer; sentir pode adoecer e há avanços que corroboram esse conhecimento. Diante disso estamos caminhando para aceitar a hipótese como sendo verdadeira de que existe o sutil, não podemos negá-lo. Se o negamos, ele continuará existindo e gritando para que possamos ouvir o seu chamado e agir de maneira consciente em todos os relacionamentos.

 

Quais são os aspectos internos que podem ser representados por meio de um circuito cerebral? Todos… Todas as características internas de nossa alma com seus sofrimentos, com suas sombras, com suas angústias, com seus medos, com suas inseguranças, com seus desejos, com seus anseios, com suas intenções, com sua bondade, com sua justiça, com seu amor, com sua abundância, com sua verdade, com sua gratidão, com sua alegria, com sua tristeza, com sua raiva, com seu ódio, com suas vontades, com sua serenidade, com sua felicidade, com sua equanimidade, com sua assertividade, com suas crenças, com seu automatismo inconsciente… toda a alma… a alma por inteiro… pode ser representada no cérebro. Mente e cérebro (corpo por inteiro) são formados por uma única substância. A consciência identifica-se com o cérebro no momento da mensuração quântica. No momento que observamos (nós consciências), a consciência divide-se em sujeito que observa e objeto observado. Não há como escapar dessa conclusão quando estudamos a física quântica sob o paradigma do primado da consciência. Somos observadores do universo. Nós criamos a realidade. Há muitas nuances nesse processo. O cérebro tem participação ativa, mas ainda assim é uma possibilidade de escolha da consciência, quando se trata de representar os aspectos internos da alma. A mente e o cérebro formam uma codependencia e o funcionamento cerebral adquire características complexas ao tentarmos entender o que é a REALIDADE.

 

Observem a evolução e será comprovada essa observação. Podemos representar voluntariamente no cérebro estados de felicidade e sabedoria. Como fazer isso? Saindo das escolhas habituais… exercitando conviver com o sutil e trazer esse sutil para sua vida… trazendo e valorizando a consciência em e para tudo o que você faz… a consciência é a base de tudo. Não posso fornecer uma receita a ser seguida, pois há vários níveis de consciência e cada qual assimila aquilo que está pronta para assimilar. Posso fornecer uma maneira diferente de dar significados aos contextos, pois acredito que mudando contextos a mente dá um significado diferente e um valor diferente surge na manifestação. O que falta hoje em dia? Valores? Quais valores? Todos? A civilização está esgotando o impulso do materialismo que admite ser a matéria a base de tudo para entrar no impulso da consciência como sendo a base de tudo. Há uma inversão de causalidade. Estamos saindo da primazia da matéria para valorizar não só a matéria, mas também a consciência. A consciência, não cansamos de afirmar, não é um epifenômeno do cérebro, mas, sim, é ela (consciência) quem “produz” – quem colapsa a função de onda – e literalmente cria a matéria e também o cérebro. Vamos pensar um pouco. Como podemos imaginar ou explicar que do mecanismo de funcionamento cerebral possa sair ou emergir algo sutil como a consciência ou qualquer outro aspecto interno da alma? Como que de interações de objetos pode-se fornecer o sujeito que observa? Problema difícil de ser resolvido pela neurociência quando o contexto que fornece os significados é a primazia da matéria. Há uma incompletude em tudo isso. Temos que sair desse raciocínio que prende, amarra e tira o propósito da vida. A vida tem propósito!!!! Com um pouco de pensamento quântico podemos resgatar o livre arbítrio e a liberdade de escolha e, consequentemente, as responsabilidades sobre essas escolhas. Podemos dar um novo impulso em nossa evolução e criar uma realidade diferente dessa que criamos até agora.

 

Valorizar o sutil e viver em ação com esse significado. O que é o sutil? São aspectos internos e transcendentes de cada um de nós. Vejam e constatem por si mesmos: quando vejo uma pedra, ela surge externamente a minha percepção; quando penso, ele surge internamente a minha percepção. A pedra é externo e o pensamento é interno. A pedra podemos compartilhar; o pensamento não podemos compartilhar salvo raríssimas exceções. Foi essa diferença de percepção que fez com que Descartes levasse a uma bifurcação que perdura até hoje. A substância da pedra e a substância do pensamento são diferentes! Não! Não são! A física quântica e todo o arsenal de experimentos vem derrubar esse paradigma da separação e dizer que aspectos internos e externos são feitos da mesma substância. A pedra é um objeto quântico e necessita de uma representação mental para existir. Não percebemos os arranjos de átomos e partículas elementares que constituem a pedra. Por que então há essa aparente separação entre o que é externo e o que é interno? Um pouco de pensamento quântico ajuda! Átomos e partículas elementares são ondas de possibilidades que se expandem com uma velocidade incomensurável. A medida que as etapas de “atualização” ocorrem durante o ato psíquico da observação, essa onda de expansão vai tornando-se cada vez mais lenta e adiquirindo massa e peso durante esse processo. A transição do micro para o macro torna a onda de possibilidade cada vez mais lenta a ponto de entre observações não ser percebido qualquer modificação e dando a aparência de externo ao processo. A pedra está externo ao sujeito que a percebe. Com o pensamento o movimento quântico é muito mais dinâmico e a onda de expansão se modifica muito rapidamente o que torna o pensamento um aspecto interno e não compartilhável inicialmente. Quando a consciência colapsa a função de onda do pensamento esse surge internamente, particular e não externo, mas tanto pedra como pensamento são feitos da mesma substância. Isso acaba com a separação e a bifurcação e começamos a entender melhor a dinâmica de funcionamento de nosso Universo e nos tornarmos realmente participativos no processo evolutivo. Isso permite estudar o pensamento não mais como um epifenômeno do cérebro, mas com propriedades intrínsecas de força e poder causal que atua na biologia de maneira eficaz e conduz a novas pesquisas que fazem entender como pessoas com transtornos de humor podem adoecer mais facilmente que outras. O pensamento tem massa e peso e atua na matéria.

 

Pensamento é um objeto quântico. É feito de uma substância (não-diferente) da substância que é feito o cérebro. Não há dualidade nem dualismo. Os neurotransmissores (moléculas liberadas na fenda sinaptica – espaço entre dois neurônios – e que são rapidamente metabolizados pelo organismo) não são, com certeza, os pensamentos, mas o representam. Há uma descontinuidade entre o surgir do pensamento e o aparecimento do neurotransmissor. Não é um processo contínuo! Quando penso em um objeto qualquer – uma flor, por exemplo – milhares de sinais são disparados demonstrando a atividade de circuitos de neurônios dentro do cérebro. Quem coordena todos esses disparos? O erro é acreditar que são desses disparos de neurônios que fazem nascer os pensamentos. É ao contrário! São os pensamentos que fazem surgir os neurotransmissores no cérebro e esses passam a representar o pensamento em questão. A mente é capaz de moldar o cérebro! Eu posso, através da capacidade de visão mental, criar estados cerebrais que representem as emoções ditas positivas.

 

 

O sentimento também é um objeto quântico. É o movimento da energia vital dentro de um campo funcional que percebemos e representamos no físico através das interações da matéria (moléculas da emoção). Emoção, portanto, é a representação física do sentimento que é sutil. Por que isso é importante? Para podermos acreditar que com a morte do corpo físico algo sutil sobrevive. Caso contrário, se eu só acreditar que haja interações materiais e nada mais, o meu agir no mundo irá refletir esse significado e não haverá espaço para ser bom ou fazer o bem. Será tudo indiferente. Não tenho responsabilidade sobre meus atos. Entre ser bom e ser negligente não há diferença. Entenderam a importância de acreditar no sutil? A física quântica proporciona essa mudança de paradigma quando afirma que toda matéria são ondas de possibilidades. A intimidade da matéria deixou de ser um bloco concreto e passou a ser um mundo de conexões e interconexões onde a comunicação é instantânea e sem troca de sinais (não localidade quântica) e sempre aponta para além dela mesma. É a chance que temos novamente de valorizar aspectos que o materialismo científico negligenciou há 400 anos com a bifurcação e separação das substâncias que constituem o cosmo. Há muitas evidências para essa conclusão. O interno e o externo de todas as coisas são feitas de uma única substância. A consciência é a intermediária na escolha. Esse paradigma resolve todos os paradoxos científicos do interacionismo entre sutil e manifesto e não há quebra da lei de conservação da energia do mundo manifesto. Simples e complexo assim!!!

Abraços fraternos

Dr Milton Moura

 

Descartes x Espinosa


Milton Moura28 de julho de 2016

        Dualismo x Monismo

Uma reflexão entre Descartes e Espinosa
Fico imaginando um diálogo entre Descartes e Espinosa. Um representante clássico do dualismo – separação entre mente (pensamentos) e corpo físico (matéria – extensão); e um representante clássico do monismo – tudo é feito por apenas uma única “substância”. Hoje temos a física quântica capaz de integrar e aproximar o diálogo, mas no século XVII não havia as esquisitices da ciência quântica. Havia um princípio de separação entre ciência e religião. 

Descartes apresentava a sua filosofia cartesiana da separação entre res cogitans (pensamento) e a res extensa (matéria). São feitos de substâncias diferentes e independentes. A matéria é possível a sua divisão em componentes menores para análise e posterior síntese. O mundo dos pensamentos, alma e consciência pertence a uma outra substância que não pode ser dividida e nem analisada. Essa ideia influencia até hoje a nossa ciência e até mesmo as religiões.

Espinosa, por outro lado, tinha suas intrigas e desavenças com a Igreja. Não o compreenderam. É um legítimo panteísta. “Deus está em tudo que existe, e tudo o que existe está em Deus”, dizia Espinosa. Se ele estivesse entre nós nos dias de hoje, com o conhecimento que a física quântica proporciona, com certeza comprovaria suas palavras. No entanto, vai mais além: “Se houver uma criação, esse Deus não está de fora”. “Deus é o mundo”. ” O mundo é em Deus”.

A física quântica compreende a matéria como possibilidades. São ondas de possibilidades. A mecânica quântica é capaz apenas de calcular a probabilidade de algo acontecer, mas nunca a realidade. O que causa então a realidade? O que está fora da jurisdição da física quântica capaz de provocar o colapso da função de onda e causar a realidade? Chegamos na consciência. A consciência escolhe. Há uma integração perfeita entre consciência e matéria. Não há dualismo. Há, sim, o monismo. Tudo o que existe é consciência. A matéria é apenas mais uma possibilidade de escolha.

Essa separação inicial proposta por Descartes ganhou adeptos importantes nas instituições educacionais da época e a filosofia cartesiana trouxe consigo o avanço tecnológico e científico que observamos hoje em dia. Porém, com esse avanço, houve uma negligência do res cogitans que ficou marginalizada da ciência que crê apenas na matéria: é o monismo da matéria e todas as suas interações materiais explicando tudo o que existe. A hipertrofia dos significados fornecidos por esse paradigma trouxe até o estágio que estamos vivendo atualmente. Não há valorização dos valores, pois a matéria não processa esses valores. E, ainda, somos frutos do acaso e da necessidade com o afastamento total do propósito na Evolução. Mas isso é assunto para outra oportunidade…

 Avançamos do monismo da matéria para o monismo da consciência. O dualismo embutido na interação entre res cogitans e res extensa não tem sustentação científica por possuir paradoxos insolúveis. As religiões espiritualistas que sustentam suas crenças na existência de uma realidade espiritual deveriam canalizar seus esforços para compreenderem a ciência quântica e aceitarem essa evolução da ciência. Ciência e Espiritualidade podem e devem ser integradas. A separação que houve durante esses 400 anos de domínio da matéria sobre o sutil precisa ser revisto. Será algo natural. Porém, estamos no período de transição.

Os conhecimentos científicos atuais não são tão fáceis em sua compreensão como o eram na época de Newton. Hoje, o infinitamente pequeno e o infinitamente grande, só podem ser explicados com a física quântica. O macro ainda guarda estreita relação com a mecânica clássica, mas essa está longe de explicar a realidade. Nós não somos seres duais. Somos seres unos. Os fenômenos sutis merecem uma investigação pela ciência. Não a ciência clássica, mas a ciência quântica dentro da primazia da consciência. Livres de paradoxos e dentro de uma rigorosidade científica conceptual. 

A energia do mundo manifesto é constante! Lei sacrossanta (hehe). Como explicar a possível interação dentro da filosofia dualista entre o sutil e o manifesto se a energia do mundo manifesto é constante? Todo dualismo possui questões contraditórias chamadas de paradoxos. Todo paradoxo dentro da ciência remete a problemas. Os experimentos não falseam a hipótese. A solução está dentro do monismo. Mas mesmo o monismo materialista encontra problemas. Quando pensamos nos valores, como explicá-los? Como as interações materiais podem processar os valores? Impossível. 

Admiro Descartes e começo a admirar Espinosa. As ideias já se encontram há muito tempo trafegando entre as mentes dos seres humanos. Todos buscam a verdade. Se a verdade for uma “frequência”, cada um de nós “sintoniza” de acordo com o seu nível de compreensão. Não há problema nisso. Mas também acredito que há verdades mais verdadeiras do que outras e é dessa forma que percebemos a evolução. Vejam a época de transição entre a “verdade” do geocentrimo e a nova “verdade” do heliocentrismo. Assim está sendo com a nova mundança do paradigma do monismo da matéria para o monismo da consciência. Haverá uma integração e um diálogo fluente entre ciência e espiritualidade e todas as outras áreas do saber serão influenciadas com oportunidade de novos significados. O contexto fornece a oportunidade de significado pela mente. A física quântica fornece novos contextos. Quanto surge um novo significado surge um novo comportamento. É isso!
Abraços fraternos
Dr Milton Moura.

Existe a cura?

O que é a cura?

Hoje percebo que a cura está dentro de cada um. É um trabalho de reeducação. É um trabalho de autotransformação. É um trabalho que exige um poder de causa proveniente do espírito.

Tenho realizado algumas reflexões, conversas e palestras sobre o binômio saúde e doença. Utilizado da ciência para estabelecer uma possibilidade de comunicação entre o sutil e o manifesto. Essa comunicação é possível, pois a não localidade quântica estabelece essa possibilidade de comunicação entre os corpos sutis e o corpo físico.

O espírito escolhe, ou melhor, a consciência escolhe.

Temos “temas” a serem educados e necessitamos dessa educação para expandir e possibilitar a conquista de novos “ares”.

Hoje compreendo que há conhecimentos conhecidos. São coisas que sabemos que sabemos. Há desconhecimentos conhecidos. Ou seja, coisas que sabemos que não sabemos. Mas também há desconhecimentos desconhecidos. São coisas que não sabemos que não sabemos. Estamos em evolução dinâmica contínua. Precisamos ir adiante.

Por ser médico, compreendo a dor como um tipo de sintoma e os diversos sintomas com um alerta da alma para o corpo físico de que há aspectos que estão lhe faltando. Falta algo para a alma. O que será que está me faltando para que esse sintoma esteja presente em minha vida?

Aliviar os sintomas também é necessário, mas não é completo.

O trabalho com a autotransformação se faz necessário. Esse é mais dispendioso em questão de energia mesmo, mas é mais eficaz. Todo sintoma torna o Homem honesto. 

É uma oportunidade de autoconhecimento e autoconsciência. Passar essa responsabilidade para outro talvez ainda se compare a metáfora do carro com problemas que acende uma luz vermelha no painel e o levamos ao mecânico (médico dos carros) e ele simplesmente retira a luz vermelha do painel. Não resolveu o problema, apenas aliviou o sintoma. 

Assim somos nós com nossos temas, com nossos sintomas, com nossas “doenças”. Há uma necessidade de aprofundar e mergulhar na alma para reencontrar com aquilo que está nos faltando. Precisamos nos tornar completos.

Estamos ainda engatinhando no que se refere a compreender o que é a cura. Sabemos que a participação do “doente” em evolução seja fator decisivo. 

Despertar nele a necessidade de autotrasnformação. Despertar nele a necessidade de querer fazer escolhas diferentes e saudáveis. Despertar nele a capacidade de transformação. Fazemos isso em nossa comunidade, talvez ainda de maneira incipiente, mas o eixo que orienta os trabalhos do dia a dia é o despertar de consciências para a autotransformação. 

É a educação. É o estudo. É o reequilibrio energético que proporciona novas oportunidades de fazer o diferente em termos de comportamento. Nós não oferecemos a cura para nossos assistidos. Nós os fazemos compreender, ou pelo menos tentamos, a necessidade do porquê ser a “doença” uma ferramenta a sua disposição para atingir a cura.

Temos que confiar na medicina, mesmo sendo a medicina que ainda não valorize o sutil, mas que em breve conseguirá transcender e incluir. O trabalho de integrar ciência e espiritualidade passa pela mudança de paradigma. Mudar paradigma não é tarefa fácil.

Abraços fraternos!

Dr Milton Moura

Visão Mental – Pense no que se Pensa. 


                  Visão Mental

                  Saúde Mental

                     Bem Estar

                     Felicidade

A mente é um processo relacional regulatório do fluxo de energia e informações. Mente/Cérebro/Relacionamentos. Esse tripé é a chave para entendermos o que vem a ser bem-estar. Saúde mental e felicidade. Será que esse binômio guarda alguma interconexão? Acredito que sim. O problema é considerar a seguinte hipótese como verdadeira: Nascemos para sermos felizes? O que é essa tal felicidade? É um estado de graça? É um êxtase? É um estado emocional? É saúde? É o funcionamento apropriado do corpo físico? É o funcionamento equilibrado dos corpos sutis? O que é a felicidade? É um estado da “alma”? Estamos todos em algum tipo de relacionamento. Não há como permanecer no isolamento por muito tempo sem perder o senso da saúde mental. Precisamos uns dos outros. Nós somos observadores uns dos outros. A mente é real! Porém não há necessidade de nos identificarmos com a mente. Somos, sem dúvidas, muito mais que a mente. temos, sim, que “aprender” a utilizar esse “instrumento” poderoso. Sem ela, seria impossível estabelecer algum tipo de “percepção” do outro. O outro existe em minha percepção. Podemos ir além. Consigo perceber o outro e identificar o seu estado emocional. Consigo perceber o outro e sentir que ele está me sentindo. “Sentir-se sentido”. Essa seja talvez uma das características mais humanas que possuímos: a capacidade de sentir que estamos sendo sentidos. Isso é fundamental para a saúde mental e também para a felicidade. Mente/cérebro/Relacionamentos. Esse triângulo é a base do bem-estar. Mente e cérebro formam uma ligação íntima e inseparável. Temos bilhões de neurônios que fazem representações de nossas intuições, pensamentos e sentimentos. Se pudéssemos ouvir o som dos disparos dos neurônios quando estão realizando a representação de um pensamento, como seria? Qual sinfonia eles tocariam? Quais arranjos são necessários para que um significado apareça? Quais acordes são realizados para que uma emoção seja manifestada? É importante desenvolvermos um certo raciocínio sobre esses aspectos, porém não há necessidade de estabelecer nenhuma identificação com qualquer pensamento ou com qualquer sentimento. Somos muito mais que aquilo que pensamos e sentimos. Essa “identificação” com a mente é a origem do sofrimento!
A todo instante estamos realizando um verdadeiro “mapeamento” do outro e de nós próprios. Em qualquer relacionamento essa capacidade de “mapear” a si mesmo e o outro, ou seja, criar uma “imagem” que represente a si próprio e o outro, é a base da visão mental. Durante qualquer experiência que envolva relações interpessoais a visão mental está presente fazendo um levantamento das informações e energia do próprio corpo e simultaneamente realizando um outro levantamento das informações e energia do outro. Há uma espécie de “ressonância” mediada pelas emoções que podem ser compartilhadas de forma não verbal e que são fundamentais para a “percepção” do outro. É como se cada um de nós, como observadores, fossemos cocriadores uns dos outros. Somos sujeito e objeto simultaneamente em qualquer relacionamento. A emoção/sentimento “permeia” essa observação simultânea e consegue-se criar um mapa de “nós” em cada relacionamento. Essa ressonância ocorre em um relacionamento entre mãe e filho(a), entre namorados, entre amantes, entre amigos, entre membros de um grupo, entre grupos, entre comunidades, entre sociedades, entre cidades, entre países, entre… todos. Imagine por um instante se perdessemos a capacidade de sentir que somos sentidos. O que aconteceria? Indiferença? Frieza? Mecanicidade dos movimentos? Incapacidade de criar um mapa do outro? Exatamente isso. Estamos todos interconectados por uma realidade fundamental. Se somos infelizes, é porque tem algo em nossa consciência que não está integrado. Há alguma fragmentação da nossa essência que merece uma atenção especial. Aspectos de nossa mente subconsciente estarão presentes nesses “mapeamentos” e diante do fenômeno de ressonância corre-se o risco de projetar esses aspectos subconscientes como sendo do outro e, de repente, os outros tem raiva, tem ódio, tem diversas mazelas e , eu não. O problema está com os outros, não comigo! Como estamos buscando a felicidade? A felicidade interior não está no exterior. O problema real é que estamos constantemente nos identificando com esse oceano interno de pensamentos, crenças, sentimentos, medos, tristezas, desejos, anseios, frustrações e etc. Atribuímos um valor, um significado, uma energia e essa informação torna-se um “sofrimento” e , ainda mais, identifico-me com esse sofrimento. Somos muito mais que isso! A essência sempre presente em cada momento, em cada aqui e agora, é capaz de “nomear e dominar” cada “elemento” desse “oceano interno” que chamamos de mente. Temos que exercitar o poder da visão mental e, não, criarmos mais identificação com seus “elementos”. Isso gera sofrimento e como consequência a infelicidade. Estamos e permanecemos afastados da essência divina presente dentro de cada um de nós. Imagine como seria cada relacionamento se estivéssemos constantemente em íntima relação com a essência divina dentro de cada um de nós? Se pudéssemos realizar nossas escolhas em “sintonia” com essa frequência divina, encontraríamos todas as chaves que levam para a felicidade. A felicidade está nessa essência. E essa essência está dentro de nós. Portanto…
A consciência no ato da observação divide-se em sujeito e objeto. Surge a autoreferência em uma causalidade de hierarquia entrelaçada. Há uma identificação da consciência (sujeito) com o cérebro. Com essa identificação podemos criar representações de qualquer aspecto sutil (Intuições, pensamentos, sentimentos). O cérebro faz representações. Ao longo de toda a evolução, a consciência de forma criativa foi aumentando sua complexidade – expressões internas e particulares – a medida que o cérebro também aumentou sua complexidade com “aquisições” de mais áreas e regiões – complexidade da forma. Dessa maneira pesquisadores conseguiram identificar a presença de três cérebros dentro de um único cérebro – cérebro trino. Assim, nosso cérebro reptiliano – tronco encefálico – é responsável pelas representações mais primitivas relacionadas a sobrevivência propriamente dita. Fome e sede e a saciedade das mesmas. Instinto de reprodução e a saciedade sexual. Áreas e regiões com agrupamento de vários neurônios que “codificam” a representação dessas funções biológicas. Com o aumento da complexidade da forma, novas e mais complexas expressões internas da consciência podem ser representadas. A próxima conquista evolutiva foi o cérebro mamífero – cérebro límbico – responsável pela representação dos sentimentos e centros coordenadores das emoções. O cérebro emocional foi uma conquista criativa da consciência para prosseguir em sua evolução. Medo. raiva, ódio e outras emoções negativas foram necessárias nos primórdios da evolução para que padrões de disparos neuronais fossem criados para garantir a sobrevivência. Afinal um pequeno barulho na mata pode significar apenas um movimento do vento ou o movimento de algum predador. Na dúvida, é melhor fugir, senão… é o fim. O córtex cerebral é a aquisição mais recente com funções intelectivas nobres sendo a região pré-frontal a última aquisição evolutiva que permite a tomada de decisões baseadas na razão. Esses três cérebros desenvolvem uma ação conjunta e simultânea e o córtex pré-frontal é responsável por regular o fluxo de energia e informações provenientes do cérebro reptiliano e límbico. O cérebro reptiliano e o límbico enviam constantes informações e energia para todas as áreas superiores (córtex cerebral e córtex pré-frontal) mantendo essas áreas “alertas”, isto é, excitadas. Já o córtex cerebral consegue enviar energia e informações para as regiões hierarquicamente inferiores (cérebro límbico e reptiliano) com função inibitória dessas regiões.
Hoje em dia sabe-se que a meditação “fortalece” a região pré-frontal. Quando focamos a atenção na nossa essência, em nosso verdadeiro “eu”, a capacidade de permanecer equânime, em paz, com senso de compaixão, assertivo, mesmo em “situações” estressantes traz a possibilidade de atingir o tão desejado estado de felicidade. Pois nesse estado de atenção plena não há nenhuma identificação com a mente e com nenhum de seus “elementos”. Observa-se que o “tempo” torna-se “atemporal”. Percebe-se os “espaços” entre os pensamentos e sentimentos. Uma sensação inexplicável de paz, plenitude e presença surgem e há um contato com a essência divina. Para que isso possa ter oportunidade de ocorrer é necessário o desenvolvimento dessa atenção plena. Quanto mais tempo permanecermos “centrados” como observadores do oceano interno das percepções (Intuições, pensamentos e sentimentos) em uma atitude apenas de identificação dessas energias e informações liberando-as em seguida, conseguiremos atingir um estado de graça e êxtase que pode ser traduzido em felicidade. Nossos relacionamentos serão mais saudáveis. As escolhas serão mais coerentes, pois conseguiremos estar cada vez mais conscientes das escolhas, não permitindo que a energia e informação do cérebro límbico invada e “inunde” o córtex cerebral, impedindo-o de exercer a sua nobre função de discernimento. A meditação da atenção plena é um instrumento poderoso capaz de proporcionar uma integração entre os hemisférios cerebrais esquerdo e direito e também proporcionar uma integração entre os três andares do cérebro trino. Podemos presenciar qualquer situação da experiência diária e não ser “dominado” por essas situações e, sim, dominarmos cada situação. Pessoas felizes que vivenciam situações difíceis encaram essas situações como oportunidades, já as pessoas infelizes visualizam problemas. Desenvolver e aprimorar nossa capacidade de visão mental proporcionará uma certa habilidade e capacidade de “nomear e dominar” qualquer situação do dia a dia. Com essa atitude de presença constante com atenção plena em nosso “eu” verdadeiro não haverá identificação do EGO com as armadilhas da mente. A visão mental é um instrumento para adquirirmos bem-estar e felicidade. Não o contrário! É uma oportunidade de conhecer as nós mesmos durante nossas ações. “Conheça a ti mesmo”.

A visão mental é isso! Ela pode ser ampliada com a atenção plena. As ações serão mais coerentes e cônscias. Integração. Perceber o fluxo da consciência. Mapear a si próprio e ao outro criando um mapa de “nós”. Sentir que estamos sendo sentidos. Sentir que podemos sentir os outros. Empatia é isso. Aumentando a capacidade da visão mental, ampliaremos a “mente” e a capacidade de regular, durante uma relação, o fluxo de energia e informação sem identificação e sem sofrimento. Que possamos então despertar e ampliar a consciência para que a felicidade seja um estado em que possamos realizar nossas escolhas. Vale lembrar que não basta ler sobre a atenção plena, ela não virá sem uma certa pratica. Focar a atenção durante cinco minutos diários em nosso “eu” verdadeiro, na respiração, no ir e vir suave da respiração, percebendo e nomeando cada sensação, cada emoção, cada pensamento que possa surgir durante esses cinco minutos, sem julgamento, apenas nomeando e liberando trará uma sensação de bem-estar e felicidade. Caso você perceba que um pensamento o levou para algum lugar, sem problemas, honre a sua meditação e retorne a atenção para o seu verdadeiro “eu”. Em pouco tempo você experimentará que a convivência com você mesmo poderá ser agradável. A felicidade está ai, junto com a essência divina que permeia cada um de nós.

Abraços fraternos

Dr Milton Moura