Pare, olhe e siga


Pare, olhe e siga

(Dia do Enfermo)

Dia 11 de fevereiro é considerado o Dia Mundial do Enfermo. De cunho religioso, a data foi instituída por João Paulo II em 1992 com o intuito de chamar atenção para a condição de enfermo com os seguintes dizeres: “podemos encontrar novo impulso e contribuir para a difusão de uma cultura respeitadora da vida, da saúde e do meio ambiente; lutar pelo respeito da integridade e dignidade das pessoas, abordando correctamente as questões bioéticas e a tutela dos mais fracos”.
O processo de adoecer envolve muitos fatores e de acordo com o novo paradigma quântico podemos compreender melhor essa condição. Quem adoece? O que significa os sintomas de uma doença? Podemos aprender alguma coisa quando estamos vivenciando uma doença no corpo físico? Há quem acredita que a doença pode ser também um caminho. Um caminho de aprendizagem, isto é, de autoaprendizagem. Para isso há a necessidade de perceber, de expandir a compreensão.
Quando pensamos na integridade do ser, temos que integrar corpo, mente e espírito. O corpo físico é uma possibilidade de escolha da consciência que se encontra em processo de evolução. Com base nesse sentido, os ajustes devem ser realizados. Então, a própria consciência “causa” os desajustes com o propósito de expandir e promover a saúde. Seria um movimento de cura, um movimento de retorno a harmonia.
Quando estamos enfermos, vivenciando um momento de doença PARE um pouco. OLHE o seu interior. Aproveite o momento para refletir, buscar novas possibilidades de pensar e sentir. Corrija o leme da sua vida interior. Depois, SIGA adiante. Pare, olhe e siga. Seja grato pelo aprendizado. Faça a “química”da gratidão circular pelo seu corpo físico restituindo a saúde e a harmonia. Utilize a neuroplasticidade em seu benefício.
A medicina evoluiu muito na compreensão das doenças do corpo físico. Temos muitos recursos para tratar e ajudar o corpo físico a retornar ao seu funcionamento harmônico. Talvez, nesse momento evolutivo que vivemos, seja importante prestar atenção no universo interior, em nossa saúde mental, em nossos pensamentos, em nossos sentimentos. Tornar-se consciente dos processos inconscientes utilizando da capacidade de metacognição, o que é isso? Pensar no que se pensa. Isso pode fazer a diferença para a conquista de uma saúde integral: corpo, mente e espírito.

Abraços fraternos

Dr Milton Moura

Imaginação pode tornar-se realidade?


Você sabia que o cérebro não diferencia realidade de imaginação?
Quando observamos qualquer objeto externo à nossa percepção, requisitamos uma sequência de neurônios e padrão de disparos cerebrais. Se estamos imaginando um objeto, o processo é o mesmo: a mesma sequência de neurônios e de padrão de disparos vão criar uma representação, ou seja, uma imagem que representa esse objeto. Por isso, o cérebro não diferencia realidade de imaginação.

Hoje, com o avanço da tecnologia de mapeamento cerebral, conseguimos visualizar o cérebro em seu aspecto dinâmico e compreender ainda mais a consciência. Ao realizar uma ressonância nuclear magnética funcional é possível identificar o funcionamento cerebral de uma forma dinâmica, ou seja, podemos estudar o cérebro vivo. Com o acender e o apagar de algumas luzes que acontece durante os disparos das sinapses, conseguimos identificar quais áreas cerebrais estão sendo ativadas de acordo com o teor do pensamento e do sentimento.

Isso proporcionou um avanço muito grande na compreensão dinâmica do funcionamento do nosso cérebro e também da nossa consciência, porque agora é possível instituir algumas mudanças a partir desse conhecimento para adquirir um bem-estar e superar o estresse. Isso acontece porque ao identificar esses circuitos, é possível através de um processo de meditação, por exemplo, fechar os olhos, eliminando qualquer estímulo do meio externo e a única realidade que sobra é o mundo interior, que pode ser como cada um desejar.

Durante o processo de meditação, o que acontece com o nosso cérebro é real. Continuamos produzindo a mesma química se estamos apenas fazendo um ensaio mental. Isso proporciona uma grande modificação em nossas vidas. Por isso, sempre incentivo a prática da meditação.

Um experimento incrível embasa essa habilidade que o cérebro tem de utilizar os mesmos circuitos durante a percepção de uma realidade externa e de uma realidade interna. Foi solicitado a um grupo de pessoas que sentassem ao piano e treinassem determinado acorde musical. Eles iriam ficar sentados ao piano durante uma hora, por 30 dias, treinando o acorde. A um outro grupo de pessoas foi solicitado que apenas imaginassem que estavam sentados ao piano treinando esse acorde musical, durante uma hora, por 30 dias.

Ao final desse experimento, ambos os grupos foram analisados. Foi feito um mapeamento cerebral dos participantes e não houve diferença entre um grupo e outro. As mesmas áreas cerebrais foram ativadas.

Por isso, sempre que você desejar uma mudança em sua vida, inicie imaginando como será quando você já tiver alcançado seu objetivo. Assim, sua consciência agirá rumo ao sucesso.

 

Dr. Milton Moura é Cardiologista, especialista em Desenvolvimento Humano, Ativista Quântico e Palestrante (www. drmiltonmoura.com)

Por que acreditamos naquilo que acreditamos?

FORMAÇÃO DAS CRENÇAS
O que nasce primeiro? A crença ou o conhecimento? A crença converte-se em conhecimento ou o conhecimento converte-se em crença. Em que quero acreditar? Você acredita em Deus? Você acredita em Reencarnação? Você acredita na teoria da evolução de Darwin? Você acredita em anjos? Você acredita na ciência? Pois bem, como construimos nossas crenças, ou melhor, como acreditamos no que acreditamos? Algumas pesquisas foram realizadas. Uma delas de 2009, entrevistou 2303 pessoas pedindo que elas indicassem com sim ou não se acreditavam em cada uma das categorias listadas abaixo. Os resultados foram reveladores.
Deus 82%

Milagres 76%

Céu 75%

Jesus é filho de Deus 73%

Anjos 72%

Imortalidade da alma 71%

Ressurreição de Cristo 70%

Inferno 61%

Virgindade de Maria 61%

Demônio 69%

Teoria da evolução de Darwin 45%

Fantasmas 42%

Criacionismo 40%

Ovnis 32%

Astrologia 26%

Bruxas 23%

Reencarnação 20%
Pessoas acreditam mais em anjos e demônios do que na teoria da evolução!

Uma porcentagem grande da população acredita no sobrenatural e no paranormal.

Conhecimento e crenças coexistem. Uma sociedade progride rapidamente quando as duas necessidades humanas – a crença e o conhecimento – se encontram e se harmonizam. Fatos e crenças coexistem.
Como a ciência contribui para a formação do sistema de crenças através da metodologia científica? Pode-se ensinar a metodologia científica nas escolas e universidades, mas será que isso muda as coisas? Por que as pessoas acreditam? O sistema de crença das pessoas torna-se uma poderosa, penetrante e duradoura ferramenta de conduta. As crenças nascem, se formam, se alimentam, se reforçam, são contestadas, mudam e se extinguem. Por que as pessoas acreditam em alguma coisa? Construímos nossas crenças por várias e diferentes razões subjetivas, pessoais, emocionais e psicológicas, em contextos criados pela família, por amigos, colegas, pela cultura e sociedade. Uma vez consolidadas essas crenças, nós as defendemos, justificamos com uma profusão de razões intelectuais, argumentos convincentes e explicações racionais. Primeiro surgem as crenças e depois as explicações. Segundo Einstein, a teoria determina aquilo que podemos ver. Nosso cérebro foi esculpido durante os evos da evolução para “fazer” as crenças. Como vimos anteriormente, em post sobre o novo inconsciente, o cérebro possui um processamento inconsciente responsável pela formação de padrões de disparos dos neurônios onde a consciência busca e fornece os significados através da mente. O cérebro não consegue se perceber. O cérebro é matéria e não possui a capacidade de auto-observação. A mente, ao contrário, consegue perceber-se Você se percebe no ato da percepção. Você é o sujeito e o objeto ao mesmo tempo. No processo de percepção nasce a autoreferência, o “self” da experiência.
Os dados fluem através dos sentidos em uma atitude de cocriação da realidade através das possibilidades da matéria, isto é, do colapso da função de onda da matéria pela consciência. O cérebro/mente/consciência naturalmente começa a procurar e encontra padrões, aos quais então infunde significado. O Primeiro passo é a busca de padrões (padronicidade), isto é, a tendência de encontrar padrões significativos em dados que podem ou não ser significativos. O segundo passo é a capacidade que temos de dar aos padrões significado, intenção e ação. Padrão e ação. Padronicidade e acionalização. Buscamos a todos os instantes conexão entre os pontos de nosso mundo em padrões significativos, capazes de explicar por que as coisas acontecem. Esses padrões significativos se tornam crenças.
Depois de formadas as crenças, o “intérprete” dentro do hemisfério esquerdo começa a procurar evidências que as confirmem, o que aumenta a confiança emocional e acelera o processo de reforço dessas crenças. Há um processo contínuo de reforço e confirmação das crenças. O sistema de crenças está dentro desse processamento inconsciente e é envolvido pelo conceito do novo inconsciente. A ciência ajuda na construção do sistema de crenças das pessoas? Como não!!! As mudanças de crenças ocorrem mais frequentemente na ciência, mas não com a frequência que se poderia esperar diante da imagem idealizada do cultuado “método científico”, para o qual apenas os fatos importam. Mas os cientistas são seres humanos, sujeitos como qualquer um aos caprichos da emoção e à influência dos desvios cognitivos quando moldam e reforçam suas crenças.
O cérebro/mente/consciência também atribui valor sobre as crenças. Aliás, somente a consciência consegue processar valores. Nenhuma outra máquina tem a capacidade de processar valor. Nesse processamento inconsciente, onde ocorre o nascimento, formação e concretização das crenças, vamos atribuindo significado e valores e buscando na convivência e na experiência diária outros companheiros que possuem idéias afins e a rejeitar os que têm crenças diferentes. Assim, quando tomamos conhecimento de crenças que diferem das nossas, temos a tendência de rejeitá-las ou destruí-las por considerá-las absurdas, más, ou ambas as coisas. Essa propensão torna ainda mais difícil mudar de opinião diante de novas evidências.
O ponto a partir do qual uma sociedade não consegue mais descobrir uma saída para seus problemas é chamado de LIMITE COGNITIVO. Será que estamos vivenciando esse limite cognitivo agora. Dificuldade em adquirir conhecimento através das injunções previamente formuladas e como consequência dificuldade em encontrar soluções para a complexidade dos problemas que enfrentamos? Os estudos sociológicos tem demostrado que em todos os aspectos atingimos um limiar, um limite de resolução de problemas, e somos “forçados” a encontrar soluções sistêmicas e complexas para problemas sistêmicos e complexos. O método científico muitas vezes é o responsável por crenças que canonização a correlação. O que é isso? Na busca por explicações e conhecimento, as pessoas do meio científico confundem “correlação” com causalidade. Acabam fazendo uma falsa correlação e aceitam a correlação como substituta da causalidade; usam a engenharia reversa para manipular evidências e contam com o consenso para a determinação de fatos básicos. Essa “supercrença” da correlação falsa tem efeitos nocivos e acabam determinando comportamento. Vejamos alguns exemplos de falsa correlação: “Ventilador no quarto parece diminuir risco de morte no berço”; “Envio de mensagens escritas aumenta a capacidade linguística”; “Estudo sugere que frequentar uma igreja reduz o risco de morte”; “Implante de seios reduz risco de câncer, mas aumenta tendência de suicídio”; “TV ligada perto de crianças perturba sua atenção”; Alguns tipo de câncer aumentam o risco de divórcio”; “Comer peixes gordurosos reduz risco de demência”; “Pais rigorosos têm filhos gordos”; “Letras de músicas sensuais motivam adolescentes a fazer sexo”. e etc, e etc. Quando começamos a procurar por elas a lista vai longe, as correlações falsas estão por toda parte.
As crenças coordenam as percepções. Através da percepção vamos construindo nossas memórias. A criatividade quântica – capacidade da consciência em evoluir – talvez seja o ponto a ser incentivado no atual estágio evolutivo pela qual estamos passando. Ao mesmo tempo, caminhando em busca da coerência cardíaca, ou seja, um alinhamento entre o que se pensa e o que se sente refletindo as ações. Podemos construir crenças, desfazer-se de crenças limitantes! Isso poderá fazer diferença no mapeamento do nosso futuro.
Abraços fraternos
Dr Milton Moura

Contextos e Significados. Como a mente dá significado?

Probabilidade…Possibilidades…Ondas

A física quântica compreende a matéria como sendo ondas de possibilidades e passa a ser conhecida como a física das possibilidades. Esse conceito cria um novo paradigma capaz de fornecer um contexto diferente para significados também diferentes. A substância de que é feito qualquer objeto material externo é a mesma substância que é feito qualquer objeto mental (Pensamentos).

O externo passa a existir realmente quando surge a representação no cérebro do objeto corpóreo que está sendo percebido. Qualquer objeto corpóreo externo só passa a existir quando é formada uma imagem através dos circuitos cerebrais disponíveis. Feche os olhos. Imagine o objeto corpóreo que você percebeu. O mesmo circuito – exatamente o mesmo – utilizado na percepção da realidade é utilizado durante a imaginação. O cérebro não consegue diferenciar realidade de imaginação.

Durante a percepção ocorre um fenômeno que pode ser considerado “ilusão”: a separação do objeto percebido do sujeito que percebe. Essa separação intriga até hoje os neurocientistas haja vista que é praticamente impossível explicar o surgimento do sujeito da ação baseando-se única e exclusivamente nas interações materiais. Ou seja, como o sujeito que percebe a ação surge das interações de milhares e milhares de neurônios que formam os circuitos cerebrais. Esse é considerado o problema difícil pela neurociência.

A solução para esse enigma torna-se até simples quando admitidos ser a consciência a base de tudo. A consciência escolhe dentro das possibilidades e durante o fenômeno da percepção há uma identificação da mesma com o cérebro. Surge, então, a “ilusão da separação entre sujeito/objeto. Mas para que ocorra a percepção do objeto corpóreo, há uma verdadeira interação das diversas informações advindas de todo o organismo. As informações de todo o funcionamento biológico como postura, posição espacial, contração milimétrica dos músculos oculares e etc são simultâneos ao processo de percepção.

A percepção é ainda capaz de gerar memória. A memória é utilizada para novas percepções. Percepção e memória. Uma necessita da outra. Essa circularidade também pode ser explicada pela física quântica ao admitir ser a consciência o verdadeiro poder causal por detrás dessa interação. A consciência escolhe. A matéria e energia são possibilidades de escolha da consciência.

Abraços fraternos!

Dr Milton Moura

O que é para sempre? E o que não é?

IMPERMANÊNCIA

SITUAÇÕES DA VIDA

Vamos utilizar a visão mental para “percebermos” um fato importante. Vejam com seus próprios “olhos internos” a diferença que há entre VIDA e SITUAÇÕES DA VIDA! Há uma lei universal que retrata a impermanência de todas as coisas externas. Nada é para sempre. Até mesmo o “para sempre” acaba. Aqui reside uma observação importante: caso haja uma identificação da mente com o aquilo que é apenas externo haverá indubitavelmente sofrimento. O sofrimento nada mais é que um certo distanciamento da consciência impelida pela mente e suas identificações. A consciência é a base de tudo! Ela escolhe dentro das possibilidades. A realidade de cada um de nós assim é formada. A presença da consciência “perturba” as possibilidades da matéria e a realidade se faz. A atenção e a energia focada confere o caráter de realidade de tudo.Quem é você? Eu sou médico. Não, eu não perguntei sua profissão, eu perguntei quem é você? Eu sou o Milton. Não, eu não perguntei o seu nome, eu perguntei quem é você? Eu sou… Quem é você? Estamos vivenciando várias situações em nossas vidas e conforme a identificação da consciência ou valor extraído pela mente dessas situações é que proporcionará sofrimento ou não. Eu sou a tristeza… Eu sou a alegria… Eu sou o medo… Eu sou a ansiedade… Eu sou a decepção… Eu sou a revolta… Eu sou minha profissão… Eu sou meus bens materiais… Eu sou a raiva… Eu sou a gratidão… Quem é você? Quais são suas identificações? Essas identificações são impermanentes. Elas obedecem a um ciclo que possui início, meio e fim como o ciclo de nascimento e morte.

A vida é muito mais que as próprias situações impermanentes. Durante a vida, passamos por vários ciclos que tem uma extensão no plano do tempo e espaço que estamos presentes. Nascimento e morte. Vários outros ciclos ou “dramas” da vida servem para o aprendizado. Quando mais consciência trazermos para cada situação de vida, menos sofrimento provocaremos para nós mesmos. Quando menos identificação com as diversas situações e mais observadores nos tornarmos delas (as situações), mais paz e presença conquistaremos. Esse fato é corroborado pela neurociência e a capacidade de visão mental que todos nós possuímos. O oceano interno de sensações é rico. Manter a atenção consciente é um treinamento que poderá trazer benefícios em todos os setores da vida. Não importa se estamos vivendo na abundância ou não. Não importa se hoje vivemos na alegria ou na tristeza. Não importa as polaridades que estamos vivendo. Importa sim, que dessa polaridade podemos extrair a sempre presente consciência de todas essas situações e adquirir a presença divina e serena do SER. A impermanência de todas as situações irá se dissolver. O passado irá se dissolver com a presença do espírito em cada situação do aqui e agora, que é a única coisa que realmente existe. O momento sempre presente se renova a cada instante e a cada instante estamos criando a realidade. Se focarmos a “energia” da atenção no momento atual, trazendo a consciência para o que temos hoje, aqui e agora, tanto passado (culpa, ressentimentos, mágoas e etc) quanto futuro (ansiedade e etc) irão se dissolver por falta de “energia”. A energia que mantém “vivo” o passado e o futuro, que não existem ou que já existiram, se dissipa e é utilizada para o aqui e agora da realidade presente. Simples e difícil assim. Simples e complexo assim.

A mente é poderosa e, na maioria das vezes, está a serviço do EGO e suas identificações por fornecer uma “energia” às situações da vida e manter essa identificação para satisfazer o próprio EGO. Seja em discussões de diversidade de pontos de vistas. Seja na busca em sempre querer estar com a razão. Seja em qual polaridade for. Essa é a casa do EGO. Quando a consciência está presente no momento atual, nós podemos manter nosso ponto de vista com assertividade e compaixão e sem exclusão. É uma atitude inclusiva e não exclusiva. Como isso é difícil na prática do dia a dia! Essa visão tem ficado mais clara para mim de pouco tempo para cá. Já passei por situações onde o EGO falou mais forte em querer defender esse ou aquele ponto de vista com a intenção de sempre querer ter razão. Se vocês analisarem alguns dos meus textos perceberão essa fase. Está tudo certo! Como diria um amigo. Realmente está tudo certo. Nada acontece em nossas vidas que não seja necessário para a nossa evolução. Encarar as adversidades como oportunidades é um ponto de partida. Desenvolver e aprimorar a capacidade de visão mental com a “observação” das diversas situações da vida sem a identificação do SER com as mesmas é um dos caminhos para valorizar a vida. Tudo isso, reflete o que “buscamos” com o estado de coerência cardíaca. Perceber e observar o que sentimos, como testemunhas do mesmo. Perceber e observar o que pensamos, na mesma atitude de testemunhar o pensamento. Perceber e observar, principalmente conhecer-se a si mesmo, durante as ações e comportamentos. Essa tradução é essencial se acreditamos que a felicidade está na consciência e podemos trazer a consciência para dissolver as inconsciências das situações da vida.

As situações da vida são impermanentes. A vida é permanente. A essência divina dentro de cada um de nós é permanente. A consciência é a base de tudo. Não a consciência egóica das identificações. Quem é você? Mas, sim a consciência cósmica, universal, Deus, qualquer nome que você queira dar para traduzir, mesmo que imperfeitamente, a sensação forte e presente que temos algo de essencial dentro de cada um de nós que nos impulsiona para irmos adiante seja em qualquer situação de vida que estejamos vivendo, pois em última instância, essas situações de vida são criadas por nós mesmos em um ciclo constante de evolução. Tudo o que acontece na sua vida, aceite isso, é o que é necessário para sua evolução. Não há necessidade alguma de se identificar com o sofrimento, pois ele é apenas uma ferramenta, dentre as muitas disponíveis, que reconduz o SER para “tornar-se” cada vez mais consciente e presente. Um dia o ciclo de nascimento e morte pode acabar. Esse dia, talvez, será o dia que perceberemos que nenhuma situação da vida, dentro da polaridade, irá “causar” nenhuma reação de luta ou fuga dentro da nossa essência. A presença consciente não mais terá inconsciências e tudo saberá. As coisas serão como são. Tudo será como é. Tudo está certo!

Abraços fraternos

Dr Milton Moura

Entendendo a complexidade de tudo.

                                                     
O arquiteto americano Bryan Berg terminou o maior castelo de cartas do mundo. Isso ocorreu em 2010. Há uma metáfora por detrás desse castelo. Justamente a de um mundo altamente complexo e interligado em que vivemos hoje. Como chegamos até aqui? A réplica do castelo de cartas de Bryan Berg demonstra como a complexidade traz consigo a interdependência e ao mesmo tempo a fragilidade desses sistemas a mercê de eventos não previsíveis. Uma ratazana poderia passar por ali e colocar abaixo toda a complexidade dos mais de 4000 mil baralhos utilizados na construção. Observamos um aumento da complexidade de todos os sistemas envolvidos em uma sociedade. A energia elétrica produzida nas usinas hidroelétricas é fundamental para o funcionamento da internet. Um colapso no funcionamento da internet poderia provocar danos irreparáveis na segurança, na saúde e em diversos setores. Eventos naturais e também eventos provocados pelo homem podem interferir na interconexão dos sistemas. Os seres humanos, que há mais de 150.000 (Cento e cinquenta mil) anos vem mantendo presença no planeta Terra, passando por modificações anatômicas, morfológicas, emocionais, comportamentais. É fascinante percebermos o processo evolutivo. E é ainda mais fascinante pensarmos sobre a vida e como a compreendemos. É imprescindível que consigamos enxergar a necessidade atual que todos nós temos de despertar para uma realidade onde a consciência seja valorizada como poder causal fundamental. Seja refletindo sobre a evolução e a incompletude das teorias que tentam compreender o processo evolutivo, seja refletindo sobre as diversas áreas do saber humano, seja pesquisando e estudando aspectos científicos objetivos, seja buscando auxílio no campo filosófico do pensar, seja dando vazão a criatividade interna e externa, situacional e fundamental, seja ouvindo e refletindo sobre ideias contrárias, seja buscando opiniões em todas as áreas da sabedoria humana, seja em leituras de textos de pessoas que já pensaram no assunto, chegamos a constatação de que: Somos vivos e temos consciência disso. Pensar em consciência nos dias de hoje é fundamental. A evolução da percepção humana sobre si mesma progrediu muito e dentro dessa evolução de percepção há uma motivação inquietante de buscar explicações para uma infinidade de incertezas. Muito além de questões filosóficas sobre nossas origens, sobre se há algum propósito em viver e da forma como vivemos, se há um motivo para as dores e sofrimentos, se realmente há necessidade de sofrer e por que? Qual a nossa destinação ou predistinação? Somos livres? Temos realmente liberdade em nossas escolhas? Ou somos como feito pedras em queda livre pensando que podemos escolher o nosso destino? Essas questões ficam sem respostas, ou apenas com respostas simplórias, se não tentarmos compreender a realidade completa pela qual somos formados. 

Temos discutido muito as ideias da física quântica e seus princípios que nos conduzem para compreender um novo paradigma. Um conjunto teórico de ideias e comportamentos que regem as decisões dos seres humanos. Muitos paradigmas já nortearam essas condutas. Muitos paradigmas já alimentaram as guerras, destruições, separações por não preverem o processamento de valores. Houve época onde os seres humanos buscavam explicações racionais para suas dúvidas e para fenômenos observados e quando não as encontravam na ciência incipiente, atribuía-se explicações a causas sobrenaturais. Uma era onde o místico era importante e os milagres eram atribuídos a causas que não tinham explicações plausíveis dentro da sabedoria da época. Era uma época organizada e satisfez durante certo tempo e a convivência entre ciência e religião foi orgânica. Porém esse aparente equilíbrio foi quebrado pela revolução das máquinas e o mecanicismo newtoniano. A física de Newton é possuidora de uma filosofia determinista onde admitia-se que sabedor das condições iniciais e das forças envolvidas no sistema, podia-se prever a trajetória, isto é, determinar o destino. A biologia, a medicina, o direito, a psicologia sofreram influências desse paradigma determinista. A metáfora de máquina ainda hoje repercute em nossas mentes e condutas. No início do século XX, os quantas foram teorizados. Pacotes de energia discreta com a capacidade de fazer algo acontecer foi identificado inicialmente por Planck e depois confirmado pelos trabalhos de Einstein em seus experimentos do efeito fotoelétrico. A matéria, antes vista como feita por “blocos de concretos”, agora passou a ser compreendida dentro de um espectro de probabilidade de existir. A luz possui um comportamento ondulatório e simultaneamente um comportamento corpuscular. Desse comportamento íntimo dos constituintes submicroscópicos da matéria emergiu o conceito da incerteza. Em um campo fundamental, onde a matéria nasce, não há certezas. Há, sim, probabilidades e com ela as possibilidades e as incertezas. Nasce uma ferramenta poderosa de cálculos de probabilidade: mecânica quântica.

 

A mecânica quântica consegue prever apenas a probabilidade de um életron existir. Em cada experimento realizado para se detectar o elétron e sua trajetória pode-se apenas prever a possibilidade dele existir, mas nunca o elétron real. Não há trajetória que possa ser prevista quando estamos considerando objetos quânticos como o elétron. O átomo e seu modelo foi totalmente reconsiderado. O nascimento da luz (salto quântico e flutuações quânticas) é até hoje envolto em mistérios. O que é capaz de perturbar o “tecido” do espaço onde está inserido o átomo capaz de nascer a luz? Bom, ainda voltarei a esse assunto. Até a descoberta da física quântica, o observador não era considerado importante nos experimentos. Hoje, com o conhecimento da interconexão quântica existente entre todos os objetos quânticos, o observador é levado em consideração com papel fundamental. O observador é capaz de perturbar e interferir com o sistema que está sendo experimentado. O observador e aquilo que está sendo observado formam um todo inseparável e influenciam no resultado do experimento. Se a mecânica quântica é capaz de prever apenas a probabilidade de existência do elétron, fica a pergunta que não cala: O que causa a realidade então? Nasce uma interpretação audaciosa da física quântica que considera o papel do observador como fundamental. Nasce a interpretação da física quântica que considera a consciência como algo fora do sistema da mecânica quântica capaz de perturbar o sistema e provocar o colapso da função de onda do elétron e transformá-lo em realidade. A dualidade onda-partícula adquire um intermediário que é a consciência. A consciência é o verdadeiro poder causal da matéria. Sem consciência não haveria a realidade como a conhecemos. Daí, grandes pesquisadores, admitirem em uma época onde pouco se compreendia sobre esses fenômenos, afirmarem que nós criamos a realidade. Foi uma época onde as intenções de criar coisas materiais ganhou força. Bom, se eu sou capaz de criar a minha realidade, então eu quero uma BMW na garagem! Época ingênua. Há uma profundidade maior nessa descoberta. Uma profundidade muito maior que os desejos do EGO. Aqui nasce outra interpretação da física quântica: As escolhas são feitas por uma consciência que está além da consciência imediata(consciência egóica). Essa consciência que está além da consciência imediata é a consciência cósmica. Nasce um novo Deus. Nasce uma consciência cósmica não mais separada. Morre o Deus infantil personificado e nasce um Deus cósmico que participa ativamente e objetivamente das escolhas de suas criaturas. Nasce a Causa Primeira de todas as coisas, O Todo-Poderoso, Ser Supremo, Suprema Bondade, Altíssimo, Ser Divino, Divindade, Deus Pai, Rei dos Reis, Criador, Autor de Todas as Coisas, Criador do Céu e da Terra, Luz do Mundo e Soberano do Universo. A grande maioria das pessoas acreditam em um Deus que é um ser todo-poderoso (onipotente) que tudo sabe (onisciente) e dotado de uma bondade infinita (onibenevolente): que criou o universo e tudo o que nele existe; que é preexistente e eterno, um espírito incorpóreo que criou, ama e pode dar aos homens a vida eterna. Todos essas atribuições são construções humanas na tentativa de compreender a consciência cósmica que interconecta todos os seres sencientes. Hoje a ciência quântica consegue devolver Deus para a própria ciência e mais, consegue integrar aspectos que percorreram um trajeto separado até então: ciência e espiritualidade. Aspectos transcendentes agora podem ser compreendidos de maneira objetiva. Como o transcendente comunica-se com o manifesto? A resposta está na física quântica e na interpretação da filosofia idealista monista da realidade onde a consciência é considerada a base de tudo.

 

Dessa maneira, integramos a separação existente entre ciência e religião, entre ciência e espiritualidade. Podemos conversar e pesquisar os fenômenos da psique humana e todos os aspectos sutis, particulares e internos da mente humana. Integrados e cocriados simultaneamente com a matéria física corpórea dos 70 trilhões de células que constituem o corpo humano. Conseguimos valorizar a energia vital e resgata-la para a biologia convencional que ainda está incompleta. Conseguimos pensar em um novo paradigma para a medicina onde as condutas levarão em consideração esses aspectos sutis, pois neles estão situados as verdadeiras causas das diversas patologias que afetam a saúde humana. Mudança de paradigma. Mudança de capacidade teórica que orienta a prática e as ações. Mudança de paradigma que impulsiona o ser humano para a necessidade da transformação íntima a fim de alcançar o propósito da evolução. Exatamente isso. Avanço tecnológico, computadores de última geração, computadores quânticos, processamento de informações cada vez mais complexas são construções externas.O cérebro humano tem dificuldade em lidar com a complexidade. As vezes, eventos não previsíveis também acontecem na vida e impulsionam para decisões e soluções novas. As vezes, esses eventos acontecem para diminuir a complexidade até um estágio mais simples que permita uma evolução. Muito mais que a tecnologia externa precisamos da “tecnologia” interna que é capaz de acessar uma rede energética de poder incomensurável capaz de criar a sua própria realidade. Educação das potencialidades do EGO. Motivações. A cada momento podemos fazer um destino diferente. A cada momento podemos colapsar uma possibilidade diferente e escrever histórias diferentes. A cada momento, a cada instante realizamos escolhas ainda baseadas em hábitos e condicionamentos. A cada momento podemos dizer não aos hábitos e condicionamentos e seguirmos um caminho diferente: o caminho do coração.

 

Abraços fraternos

 

Dr Milton Moura

O que é esse tal PROCESSAMENTO INCONSCIENTE?

INTEGRAÇÃO SUJEITO/OBJETO

Como o objeto se integra com o sujeito

Mente consciente e Mente inconsciente

 

Estamos a todo instante sob influência da mente inconsciente. Como vimos em outras oportunidades o novo inconsciente tem surpreendido os cientistas da área neurológica (neurociências). A mente inconsciente é surpreendentemente grande, muito grande e poderosa capaz de processar uma quantidade de informações que nem a nossa imaginação consegue imaginar. Cerca de 95% de todas as informações são processadas pela mente inconsciente. A mente consciente representa 5% de toda a atividade, e nem por isso se torna menos importante, ficando com a responsabilidade de alçar vôos maiores em direção ao mundo externo. O inconsciente fica com o trabalho pesado, por assim dizer, e o consciente fica livre para a exploração do mundo externo. Outro fato que temos conversado muito é justamente sobre o mundo externo (mundo corpóreo). Quando lançamos os olhos para perceber o mundo é como se houvesse uma verdadeira “integração” entre o mundo externo (objetos) e o sujeito que percebe (o observador). Constata-se uma separação aparente entre o sujeito e o objeto, mas vejamos então como ocorre essa integração entre ambos. Como podemos superar essa separação aparente? Como o mundo externo é capaz de “causar” uma modificação no sujeito e como o sujeito é capaz de se integrar com o objeto percebido? Criamos a realidade… Como?

 

Foi um avanço enorme para a neurociência admitir a existência do processamento inconsciente. Até então era difícil admitir que “forças subterrâneas” influenciavam as decisões no campo consciente. Mas é exatamente isso o que ocorre. Para que a mente consciente possa lançar-se para a exploração exterior e a sua integração com esse mundo externo cocriando-o, uma quantidade enorme de processamento sem percepção consciente está ocorrendo. Conquistas evolutivas da consciência (essência do ser). Desde um ser unicelular até um ser pluricelular (70 trilhões de células no ser humano) muitas conquistas foram adquiridas e mais informações foram designadas para o processamento inconsciente. A complexidade do funcionamento do corpo humano obedece a uma inteligência que não pode ser exorcizada, por mais que tentem. Reações químicas inteligentes e com propósitos ocorrem aos milhões em nosso organismo. Controle da produção de hemácias pela medula óssea. Controle do pH celular para que essas reações ocorram dentro de um equilíbrio dinâmico. Controle da produção de hormônios pelas glândulas endócrinas. Toda função biológica parece obedecer a um próposito. Há uma inteligência em todo esse processamento inconsciente. Tudo ocorrendo sem a percepção consciente. Enquanto “olhamos” o mundo, há um trabalho a ser realizado pela mente inconsciente. Um mundo de possibilidades ocorre no inconsciente. A criatividade biológica está ai contida. Criatividade inerente a consciência que utiliza das possibilidades das interações materiais para que ela seja eficaz e perceptível.

 

O mundo externo existe “para nós”. A percepção sensitiva assim o detecta. Olhamos o mundo e interagimos com ele em uma relação de mútua influência. Para perceber um simples objeto qualquer (uma maça por exemplo) há uma complexidade de fenômenos necessários para essa percepção. O objeto percebido provoca uma série de alterações no organismo que o percebe. Eis a integração. Uma maça para ser percebida provoca várias reações no organismo percebedor. Ela sensibiliza as células da retina que responde ao comando eletromagnético da luz que chega até ela. Essa excitação já contem as informações inerentes a esse objeto (a maça). Essas informações chegam até ao cérebro sob potencial elétrico e os neurônios especializados de alguma maneira criam a representação mental do objeto. Nesse momento, simultaneamente, o cérebro coordena os batimentos cardíacos, o funcionamento renal, os diversos posicionamentos e controles musculares para que os olhos se movimentem adequadamente, o cerebelo responsável pelo equilíbrio mantém estável todo o organismo para que o cérebro possibilite a representação mental dessa maça. Ela passa, agora, a integrar o mundo interno do organismo. Ela sai do exterior e agora habita o interno através da representação mental. Houve uma verdadeira integração entre o objeto externo e o sujeito que percebe. O objeto causou uma série de modificações necessárias para que houvesse a percepção do mesmo. Esse fenômeno ocorre a cada instante. A matéria do mundo externo é a mesma matéria do mundo interno. A maça externa passa a existir no momento em que a maça interna foi representada através dos disparos de milhares e milhares de neurônios. Mente consciente e mente inconsciente guardam uma correlação íntima e inseparável.

 

A física quântica permite essa compreensão ao admitir que o mundo externo e todos os objetos do universo são ondas de possibilidades e a consciência (essência do ser) é capaz de provocar o colapso dessa função de onda. Portanto, mundo externo e mundo interno são feitos da mesma substância. Não há, na realidade, a separação constatada pela cisão entre o sujeito e o objeto. Há consciência em tudo. No objeto percebido e no sujeito que percebe. Há uma realidade fundamental que merece ser percebida a todo momento. Realidade essa que conecta todos e tudo. Então, por que toda vez que eu chuto uma pedra essa separação insiste em aparecer? A fixidez da matéria é fundamental para que haja compartilhamento de experiências e a consciência possa aprender e conhecer. O propósito da evolução é o crescimento e expansão da consciência para que ao aproximar cada vez mais dessa compressão possamos fazer as escolhas baseadas nessa consciência universal e superarmos a consciência egóica que faz identificações com aquilo que é percebido. Essa identificação deve acontecer com a essência, a chama, o eu, a consciência dentro de cada um de nós. Em breve conversaremos mais sobre essas identificações que nos afasta da felicidade. Por hoje, ressalto a importância da mente inconsciente que se comporta como se fosse essa “força subterrânea” que coordena as ações no consciente influenciando nossas decisões. A medida que superarmos essas inconsciências (Tornar-se consciente dos processos inconscientes) e trouxermos mais luz para a consciência, mais conhecedores de nós mesmos nos tornaremos.

Abraços fraternos

 Dr Milton Moura

Um chamado à vida!

Somos humanos!

Vivemos!

Morreremos!

O que fazer com esse determinismo?

Viver os dias! Já que fatiamos o tempo em segundos, minutos, horas, dias, anos, décadas, séculos, milênios etc… Vivamos cada instante!

Talvez seja interessante pensar na imortalidade, não do físico, mas da alma.

Tudo é transitório.

O que é definitivo, então?

Você e sua essência: a consciência.

Essa sempre estará presente, em qualquer época, em qualquer tempo.

Tudo o que fazemos fica registrado?

Onde?

Quais são nossas memórias? Nossos vínculos?

Isso é importante?

São nossas memórias que orientam a nossa percepção do mundo. São nossas percepções do mundo que geram nossas memórias.

Memória e percepção!

Percepção e memória!

Vamos morrer! O físico tem um tempo determinado. Mas…

E nossas memórias?

E nossas percepções?

A resposta está na física quântica.

Ciência e filosofia.

Matéria e espírito.

Em que você crê?

Na matéria?

No espírito?

Em ambos?

Então, jamais você morrerá.

A consciência continuará ativa e vivente, seja em que plano for.

Apenas que essa compreensão acompanha um senso de responsabilidade diferente.

O que estamos fazendo para melhorar e educar nossa consciência?

Você ainda coloca sua vida na dependência de forças externas?

Quem controla a sua vida?

Seja responsável por ela!!

Faça o bem e seja o bem em sua vida.

Transforme-se! Mude seu estado mental. Sintonize novos potenciais. Traga o novo para sua vida!

Aproveite o convívio para exemplificar coerentemente aquilo que pensa e sente.

Somos seres espirituais em evolução.

Você acredita nisso?

Expanda sua consciência.

Você fica triste com a negatividade coletiva?

Eu entendo!

Cada um compreende aquilo que consegue compreender.

Cada um cria a sua realidade de acordo com suas memórias.

Tudo o que acontece em nossas vidas, absolutamente tudo, é o que é necessário para nossa evolução.

Liberdade de escolhas? Sim a temos.

Ainda não plenamente, mas temos.

Aproveite e faça boas escolhas.

Está fazendo ou fez más escolhas? Sem problemas, assim se constrói os sábios. Siga adiante.

Seja grato. A gratidão é o último estágio de agradecimento por ter recebido algo em sua vida!

Abraços fraternos

Dr Milton Moura.

O QUE REALMENTE IMPORTA?

                 


                  ISSO IMPORTA

                (CRIATIVIDADE)
A alma respira! Podemos sentir aquilo que é sutil em nossas vidas. Quando estamos presentes, isto é, quando a consciência escolhe a sua realidade, coisas maravilhosas estão disponíveis como possibilidades. Compreender essas possibilidades torna a vida mais leve e serena. Diante de infinitas possibilidades, o que realmente importa? Quais escolhas são essenciais e quais podem e devem ser descartadas? Como funciona essa dinâmica? Interessante, muito interessante é perceber que vivenciamos sempre uma dualidade. Quando estamos escolhendo aquilo que é bom, imediatamente criamos a realidade daquilo que é ruim. O bom cria a realidade do ruim e o ruim cria a realidade daquilo que é bom. Essa dualidade deve ser superada, mas como? Talvez, a identificação seja a resposta. Quando escolhemos o bom, podemos nos identificar com ele e trazer essa realidade para o momento atual. Quando isso ocorre, temos a realidade do ruim como uma referência imediata, pois bom e ruim fazem parte de uma totalidade. Transcender e incluir. Essa dinâmica da evolução deve ser compreendida, pois ela está presente em todas as esferas da vida – de uma simples partícula elementar até a mais complexa estrutura do universo. Transcender e incluir – sempre.

Todos nós precisamos de um tempo para manutenção. Essa etapa é o período de incubação necessário para a criatividade surgir forte e presente. As possibilidades aumentam em potencial e a mágica do ah-ha surge inesperadamente e repentinamente.

O novo surge, podendo ser um novo comportamento; podendo ser uma obra de arte; podendo ser… uma nova realidade. Isso importa. Isso é importante! Criar o novo. Ser bom para fazer o bem, seja onde estivermos. A vida a nossa frente é o que importa. Então porque criarmos identificações com algo que seja impermanente e passageiro? Talvez porque seja essa a dinâmica da própria vida. Obter conhecimento e aprendizado. Somos criativos para conhecer e aprender. A cada momento podemos acessar uma vibração, uma parcela da verdade; podemos acessar uma parcela da beleza; do amor; da abundância; da justiça. Diante do conhecimento adquirido vamos transcendendo e incluindo, mas até quando? Quando atingirmos aquilo que ainda imaginamos ser a totalidade, onde há apenas unidade e não mais a dualidade, então poderemos obter a identificação plena com a essência divina da qual todos nós fomos criados. São etapas lentas e contínuas intercambiadas por momentos rápidos e descontínuos. Assim é a vida! Evolução lenta e gradativa que obedece as leis biológicas da necessidade e propósito onde a forma vem evoluindo do simples para o complexo alternadas com momentos de evolução rápida e descontínua que obedece as leis quânticas do movimento da consciência.

Consciência e matéria. Qual a relação entre ambas? Codependência…A consciência é plena e é a base de tudo. A matéria e sua correlata energia são possibilidades… são ondas de possibilidades. O “estofo” do cosmos não tem fixedez. A intimidade da matéria fixa e estável revela-se de maneira esquiva. Somos consciências habitando um corpo estruturado com funções biológicas diversas para cumprir uma certa finalidade. Quero acreditar nisso. Não imagino que sejamos frutos do acaso e da necessidade. A complexidade da forma que obtemos deve obedecer algum propósito que ainda foge a compreensão do cérebro humano. Constata-se que com o aumento da complexidade da forma há um aumento correlato da complexidade de expressão da consciência. Hoje, diante de tamanha evolução da ciência materialista, compreendemos que a matéria e seus microconstituintes obedecem a uma dualidade: são ondas e partículas. Quando a consciência manifesta-se a sua intenção ela colapsa todas as possibilidades de ondas superponíveis em uma realidade de partícula e “fixa” aquela possibilidade em alguma coisa que pode ser compartilhada, que pode ser aprendida, que pode ser conhecida, que pode, finalmente, ser memorizada e ingressar no arsenal de conquistas da consciência em evolução.

Perguntas como Por que há a evolução? Por que temos que evoluir? Chega indubitavelmente na resposta de que há uma unidade que coordena tudo e todos. Essa unidade está fora da esfera espaço/tempo da manifestação das partículas. Ela faz parte de uma outra realidade unitiva onde todos estão conectados e que agora estamos começando a acessar tal unidade fora do espaço/tempo. A morte física revela que nada se finda com a perda das funções biológicas, pois ainda haverá a realidade da qual todos nós fazemos parte: a realidade de uma dimensão que exerce um poder causal nessa dimensão onde a matéria é fixa. Passaremos um ciclo entre ir e vir por essas dimensões, por assim dizer, até que o propósito da evolução da consciência tenha sido satisfeita. Estamos vivendo uma transição onde a matéria foi considerada como sendo a base de tudo e que os aspectos sutis da consciência como o pensamento e o sentimento foram considerados subprodutos das interações dos movimentos de partículas. Não, não é dessa forma! É tão claro que para ver com os olhos da mente necessita de um certo “despertar”. Visualizar a realidade que todas essas partículas elementares apontam, isto é, para muito além delas mesmas. Criamos uma realidade que existe, pois temos um cérebro que nos permite criar a realidade. Nessas idas e vindas entre duas dimensões podemos ter experienciado situações satisfatórias e outras nem tanto. Estamos em aprendizado. Agora que estamos tentando valorizar o sutil em nossas vidas. Antes era tudo matéria e não haveria necessidade de eu ser bom ou ruim, pois tudo se finalizava com a morte física… do corpo físico… das funções biológicas… das quase 70 trilhões de células que nosso corpo possui. Agora percebemos que a alma respira… a alma vive!!! Vivamos, então, intensamente o momento presente. Isso realmente importa!!!

Abraços fraternos

Dr Milton Moura

FÍSICA QUÂNTICA, MEMÓRIAS E PERCEPÇÕES


FÍSICA QUÂNTICAMEMÓRIAS E PERCEPÇÕES

PROCESSAMENTO INCONSCIENTE

“Todo homem é uma criatura da época em que vive, e muito poucos são capazes de se colocar acima das idéias dos tempos.”

Voltaire

Vamos buscar um entendimento sobre o paradoxo existente entre percepção e memória. Hoje em dia, baseado em novos parâmetros de observação pelo laboratórios de neurociências, podemos compreender como “construímos” nossas memórias. A memória é necessária para a percepção de um objeto. Quando entramos em contato com qualquer objeto de nossa experiência, recrutamos uma série de informações dos padrões neurais existentes, até então, para perceber (percepção) o mesmo, identificando todas as características inerentes ao objeto. Podemos afirmar, então, que a percepção depende da memória. Pois bem, a percepção também é necessária para a “construção” da memória, caso contrário não teríamos lembranças dos objetos percebidos. Como resolver esse paradoxo. Perceberam? Percepção exige memória e memória exige percepção. Temos um aparato de memória e um aparato de percepção. Qual a relação causal entre eles? Qualquer circularidade observada dentro da ciência é considerada um paradoxo. A ciência materialista (interações materiais) admite a hierarquia simples como paradigma de estudo, orientando as pesquisas baseadas nesse critério de causalidade. A causalidade obedece um processo de causa e efeito onde um “poderoso chefão” é identificado (ou pelo menos há uma tentativa para tal). É assim que são as explicações causais dentro das interações materiais, isto é, partículas elementares formam átomos que formam moléculas, moléculas se reunem formando células, células se reunem formando órgãos (cérebro) que de suas atividades de interação por processos físicos e químicos produzem a consciência. É a famosa causação ascendente. Como a interação material pode causar algo que é sutil: a consciência, ou até mesmo os sentimentos e pensamentos. Como processos físicos e químicos dentro da biologia celular neural pode causar ou fazer emergir a consciência. Quem disse que tem que ser dessa forma?
Bom, além do campo filosófico que envolve tais considerações a ciência quântica pode contribuir para a solução desse paradoxo. Se admitirmos que é a consciência a base de tudo e não a matéria com suas interações materias, o paradoxo se desfaz. Como? É o sutil que causa o grosseiro. É o sutil quem coordena a forma. É o sutil, através dos campos de influência que organizam e se comunicam com a matéria e mantém a entropia dentro da ordem (entropia entendida aqui como a tendência de qualquer sistema em caminhar para a desordem). É o sutil, por intermédio da consciência (que também podemos chamar de espírito, alma, dependendo da religião em questão) quem escolhe as possibilidades da matéria e mantém a ordem do sistema. Estamos realmente invertendo, de forma radical, a causalidade. Ela é chamada pela nova ciência, ou ciência alternativa, de causação descendente. O sentido não é apenas da terra para o céu, mas também do céu para a terra. Feito essas considerações filosóficas científicas, vamos aprofundar o raciocínio dentro da compreensão do que vem a ser as memórias sob o conceito do novo inconsciente com seu processamento inconsciente. Lembrando que processamento consciente e processamento inconsciente estão dentro da consciência – base de tudo – essência do ser – o “eu” de cada experiência – o sujeito que testemunha tudo em qualquer observação. Podemos também nos referir a esses processamentos como mente consciente e mente inconsciente. A neurociência cognitiva, atualmente, estuda justamente a mente-cérebro-comportamento. Cabe ressaltar que há muitas pesquisas atuais que buscam entender como essas “foças subterrâneas” coordenam e controlam a mente consciente.
Vamos analisar a matéria da consciência. O cérebro possui áreas responsáveis pela memória. Houve uma época em que a ciência procurava a localização da memória no cérebro. Houve época onde a ciência ignorava os aspectos mentais e dedicava-se exclusivamente ao estudo do comportamento (Behaviorismo). A metodologia científica apresenta falhas por ser realizada por seres humanos também falhos, mas ainda é um instrumento poderoso de investigação. Hoje observa-se que a ciência é a distribuidora oficial de verdades. Isso mesmo! A mesma posição assumida pela Igreja em épocas passadas. A igreja já foi a distribuidora oficial de verdades. Se você questionasse seus dogmas com outras idéias o destino era a fogueira! Atualmente, a ciência não queima ninguém de forma literal, mas queima a credibilidade do investigador e o coloca em um ostracismo apenas por querer estudar esses aspectos sutis do ser humano, que por natureza, são repletos de viéses. Mas podemos utilizar da própria metodologia científica para estudar os aspectos sutis com algumas adequações. Pessoas sérias são desacreditadas. Bom seria se houvesse uma integração entre ciência e espiritualidade e essa é a proposta do novo paradigma proposto pela física quântica. Integração entre ciência e espiritualidade. Explicar como aspectos transcendentes do ser humano podem e influenciam a matéria de que ele é formado. Esse entendimento passa pelo conhecimento e experimentos bem realizados, seguindo os padrões da metodologia científica, pela física quântica de onde emergiu os princípios quânticos que explicam a comunicação além da velocidade da luz (não localidade), que explica a causalidade além dos fatores envolvidos no sistema (hierarquia entrelaçada) e explica a descontinuidade e os saltos característicos do mundo quântico. Todos esses princípios são assinaturas da causação descendente e explica como a tendência natural a desordem (entropia) é revertida em ordem.
Mente e cérebro indubitavelmente tem uma correspondência de interligação codependentes. A mente é capaz de moldar o cérebro. O que você pensa é representado no cérebro com a formação de redes neurais e explosão de vários neurotransmissores, que são rapidamente reabsorvidos e duram cerca de frações de segundos na fenda sináptica. É a linha de pesquisa atual dos behevioristas que usam o termo biocomportamental oriundo da integração da neurobiologia e as novas descobertas da neurociência explicando o comportamento, reforçando o movimento das moléculas produzidas e que determinariam esse comportamento. Há controvérsias! Da mesma forma, modificações que ocorrem no cérebro são capazes de modificar a mente, permitindo uma modelagem da mesma. Como é feita essa representação no cérebro? A resposta está nos padrões das redes neurais e nas moléculas envolvidas no processo. A bioquímica e física envolvida nesses processos é de entendimento complexo, mas a cada dia uma nova luz é lançada e a compreensão torna-se cada vez melhor a cerca do processo de construção da memória. Pensemos um pouco em como é sintetizada a proteína envolvida na transmissão do impulso nervoso denominada neurotransmissor. Quando falamos em neurotransmissores (Serotonina, Dopamina, GABA e etc) estamos mencionando as proteínas envolvidas na fenda sináptica que são responsáveis pelas conexões entre os neurônios e, consequentemente, pela transmissão e propagação da informação pela rede nervosa, estabelecendo uma comunicação entre as células nervosas e destas com outras células (muscular por exemplo) determinando a contração muscular e como consequência o comportamento. Um pequeno parenteses. Hoje há várias pesquisas sérias levantando a hipótese de poder existir um outro tipo de comunicação energética pelo corpo através do sistema conectivo ou tecido conjuntivo. Esse tecido é responsável pela conexão entre células e órgãos de diversos sistemas do corpo humano. Essa característica é observada no tecido conjuntivo pelo fato dele preencher espaços entre as células e tecidos, bem como órgãos. Fecha parenteses. O novo inconsciente passa pela compreensão desses padrões neurais que representam as informações que caracterizam as experiências do ser humano. A teoria cognitiva e o novo inconsciente resgatam o estudo da mente e seus circuitos cerebrais que a representam. O que se passa na mente molda o cérebro e o que se passa no cérebro molda a mente.
Intuição, pensamento e sentimento são considerados objetos quânticos pelos princípios bem documentados da física quântica. Por serem objetos quânticos, não há como determinar posição e velocidade simultaneamente. Se você se concentrar no conteúdo do pensamento você perde informação sobre o direcionamento do pensamento e vice-versa. Não há como determinar simultaneamente ambos. Faça a experiência!! Pensamento, assim como um elétron, é uma onda de possibilidade. Tem o potencial de tornar-se realidade. Para que ocorra o colapso de onda da matéria do pensamento há necessidade do cérebro. O pensamento é representado no cérebro através dos padrões e circuitos neurais e também dos neurotransmissores. Para não violar a lei de conservação de energia, a consciência escolhe simultaneamente os padrões neurais do cérebro com suas moléculas e surge a representação do pensamento com seu significado. É assim que construímos nosso sistema de crenças. Simples e complexo assim! Uma assinatura da causação descendente da consciência é a hierarquia entrelaçada onde algo fora do sistema é o verdadeiro poder causal escolhendo entre duas ou mais opções correlacionadas. Mente e cérebro estão correlacionados. A consciência contém ambos. Como a consciência escolhe o processamento inconsciente e o consciente não há violação da lei de conservação de energia. O mesmo raciocínio pode ser estendido para os sentimentos. Nesse caso, podemos entender as moléculas da emoção: receptores opióides e neuropeptídeos. Entender as pesquisas de Damásio, segundo a contribuição da física quântica, traz uma nova luz na regulação da vida. Uma enorme quantidade de informações inconscientes são organizados por campos sutis – campo morfogenético – presente em um outro campo superior – corpo vital – o movimento da energia vital dentro do corpo vital é o sentimento.
Campos dentre de campos. Assim é o comportamento da evolução. Aumento da complexidade da forma observada na evolução obedece a esse princípio: campo dentro de campo. Átomos dentro de moléculas. Moléculas dentro de células. Células dentro de órgãos. Órgãos dentro de organismos. Campos dentro de campos. A energia envolvida no processo abedece a um “evelopamento” diferente porém ao mesmo princípio de campo dentro de campo. A energia densa dos átomos são “envelopados” dentro das moléculas e emerge uma nova energia que sustenta a forma da molécula e agora mais sutil quando comparada a energia densa do átomos. A medida que a forma se torna cada vez mais complexa, a energia se torna cada vez mais sutil. Basta isso no momento, para compreender a dinâmica da evolução. A essência presente em todos nós evolui e ainda vou mais adiante, essa essência tem novas oportunidades de experimentação (reencarnação) para que a individualidade do ego eduque suas potencialidades e nesse processo de educação alcance mais sutilezas energéticas capazes de serem representadas no cérebro durante o período que aqui vivemos. Essa seria a teoria da consciência egoísta! (hehe) Uma crítica sutil ao gene egoísta de Dawkins. Só que é um “egoísmo altruísta”, isto é, tem um propósito! A consciência deve buscar representar cada vez mais aspectos de ondas de possibilidade de alta teor vibratório (alta frequência e alta amplitude) para que energias cada vez mais sutis possam ser expressas no comportamento. Quem sabe o amor incondicional entre as pessoas não esteja nessa categoria (alto teor vibratório) e estajamos engatinhando para representá-lo em nosso comportamento. Sei que isso pode parecer tudo muito complexo e de difícil entendimento em um primeiro momento, mas aos poucos e com empenho e vontade vamos vencendo dificuldades teóricas e técnicas e realizando experimentos cada vez mais esclarecedores para que a reencarnação seja um dia reconhecida como uma lei biológica. E o mais importante, saber utilizar esse conhecimento para que o comportamento reflita tal entendimento.
Estamos construindo memórias! Para compreendermos a construção dessas memórias precisamos entender a especialização que há em nossos hemisférios cerebrais – esquerdo e direito – e a importância dessa especialização na divisão de tarefas e como o processamento inconsciente atua utilizando-se de ambos simultaneamente. Vale ressaltar que várias pesquisas dentro da neurociência considera que talvez a lateralização tenha sido um dos elementos cruciais na expansão das faculdades mentais que nos tornam humanos. No entanto, um efeito colateral dessa configuração pode ter sido a complexificação das relações entre processamento consciente e inconsciente, por meio da evolução de um módulo, o INTÉRPRETE, cuja missão é unificar nossa experiência subjetiva construindo um roteiro explicativo internamente coerente. A conquista atual do cérebro, construído pela evolução criativa da consciência através dos séculos e séculos, mostra que ele é composto por uma coleção de módulos especializados que foram conquistados resolvendo-se vários problemas complexos que apareceram durante essa evolução. Esse “intérprete” – hemisfério esquerdo – busca explicações sobre as razões pelas quais os eventos ocorrem. Nesse processo, preenchem lacunas construindo narrativas fictícias ao reprimir informações, racionalizar e distorcer os fatos para reduzir a dissonância. Assim, o intérprete produz os mecanismos de autoengano e representações equivocadas da realidade, isto é, cria a sua realidade equivocada. Por essa razão, insisto que há necessidade de um “mergulho” nas memórias implícitas, pois as mesmas podem ter sido construídas com autoenganos e terem sido editadas de maneira a satisfazer a realidade criada ou cocriada. A meditação também se torna uma ferramenta poderosa para compreender os temas que alimentam os significados.

Campos morfogenéticos

A regulação da vida é praticamente entregue ao processamento inconsciente, que reflete uma “inteligência” por detrás desses fenômenos do inconsciente. Não podemos insistir no equívoco de reduzir tudo às moléculas como se elas soubessem tudo sobre as circunstâncias da vida. Do meu ciúme, das alegrias, da felicidade, da raiva, do ódio, do rancor e etc. Elas representam os aspectos internos da consciência, considerados sutis. Esses aspectos estão em uma campo de organização e influência também sutis – campos morfogenéticos – que sobrevivem após a cessação do corpo físico. Essa ciência alternativa, por assim dizer, está longe de ser aceita pelos establishment da ciência convencional materialista, mas caminha a passos largos para se estabelecer como um novo paradigma capaz de explicar e possibilitar a modificação e transformação da alma humana (consciência). Caso contrário, observaremos a separação e o dualismo naturalista envolvido nas explicações “milagrosas” da ciência materialista buscando incansavelmente o sutil como resultado das interações e movimentos das moléculas e distanciando cada vez mais a ciência e o ser humano da sua natureza espiritual. As pesquisas científicas são muito importantes, quero deixar isso bem claro. Porém há uma supervalorização do hemisfério cerebral esquerdo e falta uma integração. Onde está localizada a memória? No hipocampo? No córtex parietal inferior? O que há lá de especial capaz de armazenar uma informação por um curto período ou um período maior de tempo? Neurônios? Neurotransmissores? Células da memória? Qual o substrato biológico material envolvido no processo de memória? A teoria do novo inconsciente vem fornecendo uma nova abordagem desses aspectos, apesar de estar longe da compreensão da consciência. Mas já é um início. Como construímos nossos padrões de escolhas? Como construímos nossas memórias que acabam influenciando na forma como percebemos o mundo e até mesmo na forma como adquirimos o conhecimento das coisas? A verdade é que construímos nossas crenças em uma interação dinâmica com o ambiente (que fornecem os estímulos) e, somente depois, realizamos o fortalecimento delas. O Intérprete do hemisfério esquerdo cria as histórias coerentes para manter essas crenças. Temos memórias. Temos percepções. Temos processamento consciente. Temos processamento inconsciente. Temos a vida a disposição! Acreditar na imortalidade da alma talvez seja mais uma crença dentro do sistema de crenças existente. Porém, ela é capaz de causar modificações profundas no comportamento e a transformação necessária para que os valores sejam novamente respeitados nesse Planeta.

Abraços fraternos

Dr Milton Moura