O QUE REALMENTE IMPORTA?

                 


                  ISSO IMPORTA

                (CRIATIVIDADE)
A alma respira! Podemos sentir aquilo que é sutil em nossas vidas. Quando estamos presentes, isto é, quando a consciência escolhe a sua realidade, coisas maravilhosas estão disponíveis como possibilidades. Compreender essas possibilidades torna a vida mais leve e serena. Diante de infinitas possibilidades, o que realmente importa? Quais escolhas são essenciais e quais podem e devem ser descartadas? Como funciona essa dinâmica? Interessante, muito interessante é perceber que vivenciamos sempre uma dualidade. Quando estamos escolhendo aquilo que é bom, imediatamente criamos a realidade daquilo que é ruim. O bom cria a realidade do ruim e o ruim cria a realidade daquilo que é bom. Essa dualidade deve ser superada, mas como? Talvez, a identificação seja a resposta. Quando escolhemos o bom, podemos nos identificar com ele e trazer essa realidade para o momento atual. Quando isso ocorre, temos a realidade do ruim como uma referência imediata, pois bom e ruim fazem parte de uma totalidade. Transcender e incluir. Essa dinâmica da evolução deve ser compreendida, pois ela está presente em todas as esferas da vida – de uma simples partícula elementar até a mais complexa estrutura do universo. Transcender e incluir – sempre.

Todos nós precisamos de um tempo para manutenção. Essa etapa é o período de incubação necessário para a criatividade surgir forte e presente. As possibilidades aumentam em potencial e a mágica do ah-ha surge inesperadamente e repentinamente.

O novo surge, podendo ser um novo comportamento; podendo ser uma obra de arte; podendo ser… uma nova realidade. Isso importa. Isso é importante! Criar o novo. Ser bom para fazer o bem, seja onde estivermos. A vida a nossa frente é o que importa. Então porque criarmos identificações com algo que seja impermanente e passageiro? Talvez porque seja essa a dinâmica da própria vida. Obter conhecimento e aprendizado. Somos criativos para conhecer e aprender. A cada momento podemos acessar uma vibração, uma parcela da verdade; podemos acessar uma parcela da beleza; do amor; da abundância; da justiça. Diante do conhecimento adquirido vamos transcendendo e incluindo, mas até quando? Quando atingirmos aquilo que ainda imaginamos ser a totalidade, onde há apenas unidade e não mais a dualidade, então poderemos obter a identificação plena com a essência divina da qual todos nós fomos criados. São etapas lentas e contínuas intercambiadas por momentos rápidos e descontínuos. Assim é a vida! Evolução lenta e gradativa que obedece as leis biológicas da necessidade e propósito onde a forma vem evoluindo do simples para o complexo alternadas com momentos de evolução rápida e descontínua que obedece as leis quânticas do movimento da consciência.

Consciência e matéria. Qual a relação entre ambas? Codependência…A consciência é plena e é a base de tudo. A matéria e sua correlata energia são possibilidades… são ondas de possibilidades. O “estofo” do cosmos não tem fixedez. A intimidade da matéria fixa e estável revela-se de maneira esquiva. Somos consciências habitando um corpo estruturado com funções biológicas diversas para cumprir uma certa finalidade. Quero acreditar nisso. Não imagino que sejamos frutos do acaso e da necessidade. A complexidade da forma que obtemos deve obedecer algum propósito que ainda foge a compreensão do cérebro humano. Constata-se que com o aumento da complexidade da forma há um aumento correlato da complexidade de expressão da consciência. Hoje, diante de tamanha evolução da ciência materialista, compreendemos que a matéria e seus microconstituintes obedecem a uma dualidade: são ondas e partículas. Quando a consciência manifesta-se a sua intenção ela colapsa todas as possibilidades de ondas superponíveis em uma realidade de partícula e “fixa” aquela possibilidade em alguma coisa que pode ser compartilhada, que pode ser aprendida, que pode ser conhecida, que pode, finalmente, ser memorizada e ingressar no arsenal de conquistas da consciência em evolução.

Perguntas como Por que há a evolução? Por que temos que evoluir? Chega indubitavelmente na resposta de que há uma unidade que coordena tudo e todos. Essa unidade está fora da esfera espaço/tempo da manifestação das partículas. Ela faz parte de uma outra realidade unitiva onde todos estão conectados e que agora estamos começando a acessar tal unidade fora do espaço/tempo. A morte física revela que nada se finda com a perda das funções biológicas, pois ainda haverá a realidade da qual todos nós fazemos parte: a realidade de uma dimensão que exerce um poder causal nessa dimensão onde a matéria é fixa. Passaremos um ciclo entre ir e vir por essas dimensões, por assim dizer, até que o propósito da evolução da consciência tenha sido satisfeita. Estamos vivendo uma transição onde a matéria foi considerada como sendo a base de tudo e que os aspectos sutis da consciência como o pensamento e o sentimento foram considerados subprodutos das interações dos movimentos de partículas. Não, não é dessa forma! É tão claro que para ver com os olhos da mente necessita de um certo “despertar”. Visualizar a realidade que todas essas partículas elementares apontam, isto é, para muito além delas mesmas. Criamos uma realidade que existe, pois temos um cérebro que nos permite criar a realidade. Nessas idas e vindas entre duas dimensões podemos ter experienciado situações satisfatórias e outras nem tanto. Estamos em aprendizado. Agora que estamos tentando valorizar o sutil em nossas vidas. Antes era tudo matéria e não haveria necessidade de eu ser bom ou ruim, pois tudo se finalizava com a morte física… do corpo físico… das funções biológicas… das quase 70 trilhões de células que nosso corpo possui. Agora percebemos que a alma respira… a alma vive!!! Vivamos, então, intensamente o momento presente. Isso realmente importa!!!

Abraços fraternos

Dr Milton Moura

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