SENTIR QUE ESTAMOS SENDO SENTIDOS!

SENTIR QUE ESTAMOS SENDO SENTIDOS

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Há algo interessante no mundo dos relacionamentos. Compartilhamos emoções! Aquilo que sai do partícular de cada um, o sentimento, pode ser percebido e até mesmo sentido por outros. Perceber o que o outro sente. Perceber também que o outro está nos sentindo. Essa é a base da empatia. Uma capacidade de visão mental que promove um verdadeiro escaneamento interno e externo. Cada pensamento promove um sentimento. O ciclo entre pensar e sentir – sentir e pensar – infinitas vezes, cria o Estado de Ser de cada um. Transmitimos aquilo que somos. É a nossa assinatura energética.

De alguma maneira precisamos sentir que estamos sendo sentidos. Criamos uma modificação no espaço que conecta a tudo e a todos. Lembram? A matéria corresponde a 0,0000001% de tudo e o espaço corresponde a 99,9999999% de tudo. Somos muito mais nada do que algo. Irônico isso? Dar mais importância a 0,0000001%. Não estamos esquecendo algo? O espaço que é onde nascem todas as possibilidades. Percebam que o espaço que permeia as minhas células é o mesmo espaço que permeia as suas células. Somos conectados pelo espaço.

A todo instante estamos realizando um verdadeiro “mapeamento” do outro e também de nós próprios. Em qualquer relacionamento – para que exista o compartilhamento de emoções – necessitamos da capacidade de auto “mapeamento” e também de “mapear” o outro, ou seja, criar uma “imagem” que represente ambos. Essa é a base da visão mental. Durante qualquer experiência que envolva relações interpessoais a visão mental está presente fazendo um levantamento das informações e energia do próprio corpo e simultaneamente realizando um levantamento das informações e energia do outro.

Há uma espécie de “ressonância” mediada pelas emoções que podem ser compartilhadas de forma não verbal e que são fundamentais para a “percepção” do outro. É como se cada um de nós, como observadores, fossemos cocriadores uns dos outros. Somos sujeito e objeto simultaneamente em qualquer relacionamento. A emoção/sentimento “permeia” essa observação simultânea e consegue-se criar um mapa de “nós” em cada relacionamento. Essa ressonância ocorre em um relacionamento entre mãe e filho(a), entre namorados, entre amantes, entre amigos, entre grupos, entre comunidades, entre sociedades, entre cidades, entre países, entre… todos.

Agora, imagine por um instante se perdessemos a capacidade de sentir que somos sentidos. O que aconteceria? Indiferença? Frieza? Mecanicidade dos movimentos? Incapacidade de criar um mapa do outro? Exatamente isso. Estamos todos interconectados por uma realidade fundamental. Estamos todos permeados por um espaço inteligente e rico energeticamente. Diante desse conhecimento, podemos aprimorar a capacidade de autopercepção e também de perceber o outro. Somos todos conectados. A importância de sentir a si mesmo e sentir o outro é a base de qualquer relacionamento.

Cultivemos, então, excelentes relacionamentos entre todos nós. Que possamos transformar nossas reações emocionais negativas em emoções positivas de amor, gratidão, admiração pela vida para que cada vez mais isso torne-se a “substância” principal de nossos mapeamentos mútuos, aumentando a vibração e permitindo que haja uma expansão da compreensão da vida.

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